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Rússia aberta a diálogo "honesto" com outros países para ajudar Ucrânia

Rússia aberta a diálogo "honesto" com outros países para ajudar Ucrânia

A Rússia está aberta a ter um diálogo "honesto, igual e objetivo" com os Estados estrangeiros sobre a crise na Ucrânia, afirmou, este sábado, o chefe da diplomacia russa, Sergei Lavrov.

"Estamos abertos a um diálogo honesto, igual e objetivo com os nossos parceiros estrangeiros para encontrar uma maneira de ajudar a Ucrânia a sair da crise", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros numa conferência conjunta em Moscovo com o seu homólogo do Tajiquistão, numa clara referência ao Ocidente.

O ministro sublinhou que a crise não foi causada pela Rússia e frisou que o conflito "foi realmente causado" apesar dos sucessivos alertas russos desde há muito tempo.

O chefe da diplomacia russa lançou um novo ataque contra o governo ucraniano que tomou o poder depois de o Presidente, Viktor Ianukovich, ter sido deposto, e afirmou que "o chamado governo interino não é independente e infelizmente depende dos nacionalistas radicais que tomaram o poder pela força".

"Não há qualquer sinal de controlo do Governo para manter a lei e a ordem. ( ... ) O tom é dado por grupos de extrema-direita do movimento nacionalista Pravy Sektor [partido Setor Direito] usando métodos de terror e intimidação", acrescentou.

Além disso, o chefe da diplomacia russa pediu ainda uma investigação da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) sobre os responsáveis pela morte de dezenas de pessoas em Kiev no mês passado, argumentando que não se pode continuar a "esconder a verdade".

Lavrov fez o apelo, após a divulgação esta semana de uma conversa telefónica ocorrida a 26 de fevereiro, entre a representante da diplomacia europeia, Catherine Ashton, e o chefe da diplomacia da Estónia, em que este afirmou que a oposição ucraniana ao Presidente Viktor Yanukovych esteve envolvida nos ataques.

"Propusemos que a OSCE faça uma investigação objetiva sobre este assunto e vamos garantir que a justiça seja feita. Houve muitas mentiras e estas têm sido usadas há muito tempo para influenciar a opinião pública europeia na direção errada, indo contra factos objetivos", avisou.

Os países ocidentais imputaram às forças policiais de choque de Yanukovych a violência que resultou em dezenas de mortes em fevereiro, em Kiev, nomeadamente 15 polícias.

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