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Rússia acusa Kiev de violação grosseira dos acordos de paz

Rússia acusa Kiev de violação grosseira dos acordos de paz

A Rússia acusou, esta quinta-feira, Kiev de ter violado o cessar-fogo no leste da Ucrânia, afirmando que as autoridades ucranianas preferiram intensificar as operações militares contra os separatistas pró-russos em vez de participar na pacificação do conflito.

"Hoje é claro que esses acordos (de paz) foram grosseiramente violados pela parte ucraniana", afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, num comunicado.

"Em vez de participar na desescalada da situação, Kiev intensificou as hostilidades no sudeste do país, com recurso a equipamento pesado, o que levou a milhares de vítimas e a uma destruição em larga escala", acusou a diplomacia russa.

A par das manobras militares ucranianas, Moscovo criticou igualmente a falta de reformas.

"Em vez de aplicar reformas constitucionais verdadeiras e de estabelecer um diálogo com o seu próprio povo, [as autoridades ucranianas] tomaram nos bastidores decisões vagas que não levaram a nada, exceto a promessas vazias", acrescentou a nota informativa do ministério.

O primeiro-ministro ucraniano, Arseni Iatseniouk, disse na quarta-feira que gostaria de discutir a crise ucraniana através do "formato de Genebra", numa referência ao encontro de abril passado na cidade suíça que envolveu representantes ucranianos e russos, os Estados Unidos e a União Europeia (UE).

Os acordos alcançados em Genebra apelaram na altura para a rendição de todos os "os grupos armados ilegais" existentes na Ucrânia, mas, desde então, os separatistas pró-russos do leste ucraniano declararam unilateralmente a independência das regiões de Donetsk e de Lugansk e mais de 4 mil pessoas foram mortas nos confrontos.

Sobre os compromissos assumidos em Genebra, e com base na atitude de Kiev, Moscovo coloca em causa a viabilidade de tais acordos, pedindo às autoridades ucranianas que comecem a renunciar ao uso da força como meio para recuperar os territórios sob o controlo dos grupos separatistas.

Moscovo também instou Kiev a iniciar um diálogo nacional com os representantes do leste pró-russo.

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