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Rússia acusa líderes ocidentais de usarem "diplomacia de falsidades"

Rússia acusa líderes ocidentais de usarem "diplomacia de falsidades"

O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, ​​​​​​​Serguei Lavrov, acusou esta sexta-feira os líderes ocidentais de usarem "diplomacia de falsidades" e políticas de ameaças, num momento de relações políticas tensas com os Estados Unidos.

"Todos as tipologias possíveis de informações falsas são usadas. E, às vezes, juntamente com elas - que são amplificadas pela imprensa e pelas redes sociais - um novo recurso foi adicionado ao arsenal, por vários líderes ocidentais: a diplomacia das falsidades", disse o ministro russo, durante uma reunião do conselho de administração do Fundo Gorchakov.

Na quarta-feira, o presidente dos EUA, Joe Biden, chamou o seu homólogo russo, Vladimir Putin, de "assassino" e prometeu que ele "pagaria um preço" por ter tentado interferir nas eleições presidenciais de novembro de 2020, aumentando assim a tensão política entre os dois países.

Sem mencionar Biden, Lavrov disse que os líderes ocidentais usam cada vez mais "histórias fabricadas e acusações sem fundamento enunciadas com arrogância", o que, na sua perspetiva, "mina as normas do direito internacional".

"Qualquer ponto de vista alternativo é violentamente rejeitado. E não apenas na arena internacional, mas dentro da sua própria casa, no interior dos países ocidentais. A política consiste em ameaçar com punições todos os que discordam, tanto nos assuntos internos como externos", disse o chefe da diplomacia russa.

Para Lavrov, a situação internacional está cada vez mais complexa devido à "falta de vontade" dos chefes das diplomacias ocidentais, "liderados pelos EUA, em implementar uma cooperação em direitos iguais com o resto dos países".

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Na quarta-feira, os serviços de informação norte-americanos revelaram que Putin teria dado instruções diretas para agências russas interferirem nas eleições presidenciais dos EUA, o que levou Biden a responsabilizar o Presidente da Rússia por esse gesto.

Putin respondeu no dia seguinte, desejando "boa saúde" ao Presidente dos Estados Unidos e propondo uma conversa telefónica para "falarem aberta e diretamente" sobre as relações bilaterais, estabilidade estratégica, resolução de conflitos e desafios como a pandemia de covid-19.

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