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Rússia admite ataque preventivo contra sistema de defesa antimíssil na Europa

Rússia admite ataque preventivo contra sistema de defesa antimíssil na Europa

A Rússia admite a possibilidade de desferir um ataque preventivo contra o sistema de defesa antimíssil na Europa, disse, esta quinta-feira, o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas russas, Nikolai Makarov.

"A instalação de novos armamentos ofensivos no sul e no noroeste da Rússia para destruir componentes do sistema de defesa antimíssil, incluindo a instalação do complexo de mísseis Izkander na região de Kalininegrado, são uma das variantes possíveis de destruição da infraestrutura do sistema de defesa antimíssil na Europeu", declarou o general Nikolai Makarov.

Segundo o chefe das Forças Armadas russas, "tendo em conta o caráter desestabilizador do sistema de defesa antimíssil (norte-americano), mas precisamente a criação da ilusão do lançamento de um ataque destrutivo impune, decisões sobre o emprego dos meios existentes de ataque poderão ser tomadas num período de agravamento da situação".

Estas declarações foram feitas numa conferência internacional sobre sistemas de defesa antimíssil, que está a realizar-se em Moscovo.

O general Makarov considerou que é exagerado o risco de um ataque de mísseis norte-coreanos e iranianos pelos Estados Unidos para justificar a criação de um escudo antimíssil.

Na mesma conferência, Alexander Vershbow, vice-secretário-geral da NATO, declarou que os argumentos da direção russa sobre o perigo do sistema global de defesa antimíssil para a Rússia não são convincentes.

"O nosso sistema não está a ser montado, nem será dirigido contra a Rússia. Hoje de manhã ouvimos que, não obstante isso, existem ameaças para a Rússia. Claro que eu respeito o senhor Makarov e o general Gerassimov. Mas não me convenceram", acrescentou.

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Vershbow sublinhou que o sistema europeu de defesa antimíssil não tem potencial suficiente para neutralizar as forças russas de contenção.

A Rússia e a NATO acordaram cooperar na criação de um sistema antimíssil europeu na cimeira de Lisboa, em 2010, mas as conversações encontram-se congeladas. Moscovo exige garantias jurídicas dos Estados Unidos de que esse sistema não visa neutralizar as forças estratégicas de contenção nuclear russas, mas Washington apenas está disposto a dar garantias políticas.

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