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Rússia anuncia que vai deixar de participar no Conselho da Europa

Rússia anuncia que vai deixar de participar no Conselho da Europa

O Governo russo anunciou, esta quinta-feira, que vai deixar de participar no Conselho da Europa e acusou os países da União Europeia (UE) e da NATO de minarem aquele organismo.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros russo disse que a UE e a NATO mantêm uma postura "hostil" e salientou que mantêm "uma linha de destruição do espaço comum do Conselho da Europa a nível humanitário e jurídico".

Por outro lado, afirmou que Moscovo "não participará" nos esforços para "transformar" o Conselho da Europa "noutra plataforma para exaltar a superioridade e o narcisismo ocidentais".

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"Deixemos que desfrutem comunicar uns com os outros, sem a Rússia", disse em comunicado, citado pela agência de notícias russa TASS, num momento de tensões crescentes sobre a invasão russa da Ucrânia.

O Conselho da Europa, "a principal organização de direitos humanos" do velho continente, é também a mais antiga instituição europeia. Fundada em Londres, no Reino Unido, em 1949, tem 47 membros ativos, 27 dos quais são membros da União Europeia, e oito observadores.

A sede atual é em Estrasburgo, na França. Todos os estados-membros do Conselho da Europa estão vinculados pelo Tratado Europeu dos Direitos do Homem. A aplicação desta convenção é controlada pelo Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, em Haia, na Holanda.

A Rússia lançou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que causou pelo menos 516 mortos e mais de 900 feridos entre a população civil e provocou a fuga de mais de 2,1 milhões de pessoas para os países vizinhos, segundo os mais recentes dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas a Moscovo.

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