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Rússia diz que EUA fortaleceram o Estado Islâmico

Rússia diz que EUA fortaleceram o Estado Islâmico

O primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev, respondeu, este domingo, a críticas do presidente norte-americano, Barack Obama, afirmando que os Estados Unidos têm responsabilidades no fortalecimento do grupo extremista Estado Islâmico.

"O fortalecimento do Estado Islâmico foi possível, entre outras coisas, pela política irresponsável dos Estados Unidos", disse Medvedev em declarações à imprensa russa, após a cimeira da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) em Kuala Lumpur, Malásia.

O primeiro-ministro russo disse, citado pela Efe, que "em vez de centrar todos os esforços na luta contra o terrorismo, os Estados Unidos e seus aliados optaram por lutar contra o presidente da Síria, Bashar al-Assad, eleito legitimamente".

"Uma política razoável de qualquer país, incluindo os Estados Unidos, no Médio Oriente, seja Síria, Egito ou Iraque, deve consistir em apoiar as autoridades legítimas capazes de garantir a integridade estatal e não em estragar tudo", acusou.

Medvedev acrescentou ainda que "há algum tempo os Estados Unidos permitiram o fortalecimento da Al-Qaida, o que levou à tragédia do 11 de setembro", os atentados terroristas de 2001 em território norte-americano.

Obama instou hoje a Rússia a mudar de estratégia para centrar os seus bombardeamentos aéreos na Síria em posições do Estado Islâmico e não em milícias rebeldes que querem derrubar Assad, aliado de Moscovo.

Segundo Obama, só se mudar de estratégia o Kremlin será "um parceiro eficaz" dos países que já integram a coligação antiterrorista liderada pelos Estados Unidos.

O presidente russo, Vladimir Putin, viaja na segunda-feira para Teerão, para se reunir com Hassan Rohani, líder do Irão, outro dos aliados de Damasco.

A visita terá lugar dias antes de uma deslocação a Moscovo do presidente francês, François Hollande, na quinta-feira, no âmbito dos esforços para tentar formar uma coligação alargada contra o grupo Estado Islâmico, responsável pelos atentados de Paris, que causaram 130 mortos e mais de 300 feridos.

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