Oitavo dia de invasão

Rússia e Ucrânia acordam criar corredores humanitários para retirar civis

Rússia e Ucrânia acordam criar corredores humanitários para retirar civis

No oitavo dia de invasão à Ucrânia pela Rússia, houve mais ataques, bombardeamentos e cercos a várias cidades ucranianas. Mas, em território bielorrusso, as duas partes sentaram-se à mesa das negociações, acordando um cessar-fogo temporário para retirar civis a partir de corredores humanitários. Para a Ucrânia, que quer um cessar-fogo permanente, ainda não é suficiente. Eis os pontos-chave desta quinta-feira:

- As autoridades ucranianas confirmaram a tomada da cidade portuária de Kherson, no sul do país, por parte de tropas russas;

- As forças russas estão a tentar cercar Mariopol. As tropas russas estão a procurar instalar-se na cidade, privando-a de eletricidade, água, aquecimento e transporte;

- Pelo menos 33 pessoas morreram e várias ficaram feridas durante um ataque russo a duas escolas e várias casas na cidade ucraniana de Cherniguiv;

- Entretanto, a Ucrânia identificou um movimento de desembarque de tropas russas no Mar Negro em direção a Odessa, a quarta maior cidade ucraniana;

- Segundo o chefe interino da empresa nuclear estatal ucraniana Energoatom, Petro Kotin, as forças russas estão a aproximar-se de duas centrais nucleares importantes no sul da Ucrânia;

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- Rússia e Ucrânia reuniram para uma segunda ronda de negociações na região bielorrussa de Brest, que não teve os resultados previstos pela Ucrânia. Houve apenas um entendimento quanto à criação de corredores humanitários. Em breve, haverá uma terceira ronda;

- Numa conversa telefónica, Putin disse ao presidente francês Emmanuel Macron que a invasão da Ucrânia está a decorrer "como previsto". O líder francês afirmou que "o pior" pode estar para vir;

- Putin louvou os seus soldados, dizendo ser "verdadeiros heróis", e acusou a Ucrânia de usar civis como "escudos humanos". Já o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, pediu aos países ocidentais mais apoio e diz querer negociar diretamente com Putin, dizendo que é "a única maneira de parar a guerra" entre a Rússia e a Ucrânia;

- O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, disse que impor uma "zona de exclusão aérea" sobre a Ucrânia é uma decisão da NATO, mas que seria "um passo grande demais" com um "risco real de escalada e um risco real de uma possível terceira guerra mundial";

- O Ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, acusou os políticos ocidentais de considerarem a guerra nuclear;

- O Reino Unido decidiu sancionar mais dois magnatas russos: Alisher Usmanov, cujas ligações comerciais ao clube inglês Everton foram suspensas, e o ex-vice-primeiro-ministro russo Igor Shuvalov;

- A OSCE vai criar uma missão de especialistas independentes para investigar as violações do direito internacional perpetradas pela Rússia desde que invadiu a Ucrânia;

- Desde o início da invasão, morreram 227 civis, incluindo 15 crianças, na Ucrânia. Há 525 feridos, dos quais 28 menores. A guerra causou mais de um milhão de refugiados, segundo o Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), Filippo Grandi.

- Um empresário russo residente dos EUA, Alex Konanykhin, ofereceu uma recompensa de um milhão de dólares pela detenção do presidente russo, como "criminoso de guerra";

- Depois da Ucrânia, a Geórgia e a Moldova solicitaram oficialmente a entrada do país na União Europeia (UE).

Continue a seguir ao minuto os desenvolvimentos da guerra entre a Rússia e a Ucrânia

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