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Rússia garante que tropas voltam a "situação padrão" em três a quatro semanas

Rússia garante que tropas voltam a "situação padrão" em três a quatro semanas

As tropas russas destacadas junto à fronteira com a Ucrânia vão regressar a uma "situação padrão" de normalidade dentro de três a quatro semanas, disse esta quarta-feira o embaixador da Rússia na Irlanda.

Yuri Filatov, que falava durante uma entrevista à emissora pública irlandesa RTE, negou que a presença militar na fronteira com o país vizinho seja "um ato de agressão" ou sirva de preparação para uma invasão.

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"O que posso dizer é que dentro de três a quatro semanas, a configuração das forças na região ocidental da Rússia regressará à sua situação padrão habitual", referiu.

O diplomata não especificou quantos dos cerca de 130 mil militares russos destacados em vários pontos da fronteira com a Ucrânia serão retirados, anuncio divulgado na terça-feira pelo Presidente da Rússia Vladimir Putin.

O embaixador russo na Irlanda sublinhou que o Exército russo está a realizar manobras militares na região, juntamente com o seu aliado Bielorrússia, e que esses exercícios terminam em 20 de fevereiro.

Questionado sobre os locais para onde as tropas serão retiradas e a distância a que estas ficarão da fronteira ucraniana, Filatov foi perentório: "Estas irão exatamente para onde devem ir. Estarão em território russo. Isso não diz respeito a ninguém".

Yury Filatov qualificou como "loucura" a assunção de que o seu país está a preparar uma invasão à Ucrânia.

"Não temos planos para invadir ninguém, muito menos a Ucrânia. Não temos motivos políticos, económicos, militares (...) Se [o entrevistador] soubesse algo sobre o povo ucraniano e russo, nunca me faria essa pergunta", respondeu durante a entrevista.

A Ucrânia e a NATO têm denunciado, nos últimos meses, a concentração de um grande número de tropas russas perto da fronteira ucraniana, considerando tratar-se da preparação de uma invasão.

Os ocidentais receiam uma invasão russa do território do país vizinho, como a de 2014 que culminou na anexação da península ucraniana da Crimeia.

O Kremlin (Presidência russa) rejeita ter uma intenção bélica nestas manobras e, na terça-feira, anunciou o regresso aos quartéis de algumas das suas tropas que nos últimos meses destacou para perto das fronteiras com a Ucrânia.

Moscovo apresentou várias exigências para resolver a crise, incluindo garantias de que a Ucrânia não integrará a NATO e o fim do programa da Aliança de alargamento para o Leste.

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