Kadafi

Rússia lamenta intervenção militar na Líbia e Venezuela condena

Rússia lamenta intervenção militar na Líbia e Venezuela condena

A Rússia lamenta a intervenção armada estrangeira, na Líbia, que começou sábado, apelando a um cessar-fogo o mais rápido possível.

Num comunicado divulgado pelo porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Loukashevich Alexander, o Governo russo "lamenta esta acção militar" que diz estar a ser realizada "no quadro da resolução 1973 da ONU, aprovada à pressa".

A Rússia absteve-se na votação da resolução, aprovada por 10 dos 15 membros do Conselho de Segurança, mas não usou o seu directo de veto.

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Na sua declaração, a diplomacia russa pede um cessar-fogo o mais rapidamente possível na Líbia.

"Continuamos convencidos de que para definir um conflito interno estável na Líbia (...) devemos parar rapidamente o derramamento de sangue e os líbios iniciar o diálogo", acrescentou.

Também o Presidente venezuelano, Hugo Chávez, se manifestou contra a operação internacional lançada hoje contra a Líbia, considerando-a "irresponsável".

Num discurso transmitido na televisão, Chávez disse que é "uma ingerência nos assuntos internos de um país" e exigiu um cessar-fogo efectivo e que seja retomado "o caminho da paz na África do Norte".

Considerou ainda "lamentável que a ONU esteja pronta para apoiar esta guerra".

Representantes da União Europeia, Liga Árabe, União Africana, ONU e Estados Unidos decidiram hoje em Paris lançar uma operação militar para impor a aplicação da resolução 1973, que prevê a imposição de uma zona de exclusão aérea para proteger as populações civis líbias.

A França já iniciou os ataques contra as forças de Kadafi na região de Benghazi, reduto dos rebeldes.

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