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Rússia ofereceu dinheiro a talibãs para matarem tropas da NATO, diz "The New York Times"

Rússia ofereceu dinheiro a talibãs para matarem tropas da NATO, diz "The New York Times"

Noticiou o "The New York Times": os serviços de informação dos EUA apuraram que a Rússia ofereceu dinheiro ao movimento fundamentalista islâmico talibã para matar forças da NATO em combate no Afeganistão.

Segundo o diário nova-iorquino, que se baseia em fontes próximas do caso, é provável que alguns talibãs ou criminosos ligados ao grupo radical tenham chegado a receber pagamentos russos para matarem forças internacionais da NATO, aliança militar de que Portugal também é membro. O jornal acrescenta que este segredo, até agora só comunicado pelos serviços de informação norte-americanos à Casa Branca, foi esta semana partilhado com mais membros da Administração de Trump e com o Governo britânico, cujas forças seriam também um alvo.

O documento elaborado pelos serviços norte-americanos baseiam-se em interrogatórios a combatentes afegãos e criminosos capturados e não avança muitos detalhes sobre o funcionamento das alegadas recompensas russas. Mas considera que a operação é da autoria de uma unidade dos serviços de informação militares russos, que já foi associada, por exemplo, ao caso do ex-espião russo Serguei Skripal, envenenado no Reino Unido. Esta unidade, que opera há mais de uma década, tem a função de realizar campanhas de desestabilização dos países ocidentais, segundo analistas destes Estados.

Entretanto, o Governo russo garantiu ao "The New York Times" que desconhece qualquer acusação, mas que responderá se vier a ser feita.

No total, em 2020, foram mortos 20 norte-americanos em combate no Afeganistão, mas não está claro se há alguma relação com a situação agora descrita.

Os EUA e a Rússia mantêm posições de confronto em vários assuntos, que chegaram a choques frontais, como na Síria, mas Donald Trump tem tido uma política mais amiga de Moscovo do que os seus antecessores.

Os EUA e os talibãs assinaram em fevereiro um acordo de paz que prevê a retirada dos militares da coligação liderada pelos norte-americanos em 14 meses, depois de quase duas décadas de guerra, mas ainda está pendente de negociações entre os talibãs e o Governo de Cabul.

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