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Rússia opõe-se a intervenção de Zelensky por videoconferência na ONU

Rússia opõe-se a intervenção de Zelensky por videoconferência na ONU

A Ucrânia pediu à ONU que o seu chefe de Estado, Volodymyr Zelensky, possa intervir na próxima Assembleia Geral por videoconferência, facto que a Rússia se opõe e sobre o qual se espera uma decisão dos Estados-membros, sexta-feira.

De acordo com fontes diplomáticas, a delegação ucraniana solicitou de forma extraordinária que Zelensky pudesse discursar num vídeo pré-gravado, face ao conflito russo-ucraniano.

Após dois anos em que, por causa da covid-19, os líderes internacionais foram autorizados a participar na Assembleia Geral por videochamada, agora deverão participar pessoalmente na grande semana da diplomacia.

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Os países cujos líderes não viajam para Nova Iorque geralmente são representados por ministros ou diplomatas de baixo escalão e, de acordo com essas fontes, a Rússia opõe-se a abrir uma exceção para a Ucrânia.

Zelensky já interveio por videoconferência no Conselho de Segurança da ONU, apesar da resistência russa. Agora a Assembleia Geral, na qual estão os 193 países da organização, deve decidir na sexta-feira se o poderá voltar a fazer.

Até ao momento, em todas as votações sobre ao conflito russo-ucraniano na Assembleia Geral prevaleceram claramente as posições favoráveis à Ucrânia.

Os debates de alto nível da Assembleia Geral, nos quais a maioria dos líderes mundiais participa todo o mês de setembro, começam na próxima terça-feira e, segundo a agenda mais recente, Zelensky falaria na quarta-feira.

O presidente russo, Vladimir Putin, será um dos ausentes mais notáveis e o Kremlin deverá ser representado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Sergey Lavrov.

O chefe da diplomacia ucraniana, Dmytro Kuleba, também deve viajar para Nova Iorque.

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