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Rússia procura jornalista que criticou invasão com cartaz na televisão estatal

Rússia procura jornalista que criticou invasão com cartaz na televisão estatal

A Rússia anunciou, esta segunda-feira, que está à procura da jornalista Marina Ovsyannikova, conhecida por ter aparecido na televisão com um cartaz contra a ofensiva russa na Ucrânia, alegando que esta violou os termos da prisão domiciliária e será detida.

O nome de Ovsyannikova foi inserido no banco de dados de pessoas procuradas, de acordo com o site do Ministério do Interior russo.

Marina Ovsyannikova tornou-se um símbolo do movimento antiguerra na Rússia quando em março passado apareceu num telejornal do canal pró-Kremlin em que trabalhava com um cartaz que denunciava a ofensiva na Ucrânia, iniciada em fevereiro, e a "propaganda" da imprensa controlada pelo Governo.

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A jornalista emigrou para a Alemanha depois de protestar contra a decisão da Presidência russa (Kremlin) de lançar a chamada "operação militar especial" na Ucrânia, mas depois voltou para a Rússia, onde continuou a manifestar-se contra o conflito.

Depois de participar num piquete de protesto em meados de julho contra a invasão da Ucrânia, Marina Ovsyannikova foi acusada de divulgar informações falsas sobre o Exército russo, pelo que pode ser condenada a cumprir uma pena de até 10 anos de prisão.

Em agosto passado, um tribunal de Moscovo decretou a prisão domiciliária da jornalista, até 9 de outubro, mas, no sábado, o seu ex-marido, Igor Ovsianikov, informou que Marina tinha fugido e que tinha levado a filha.

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