Covid-19

Rússia regista recorde de 174 mortes num só dia e tem mais de 360 mil casos

Rússia regista recorde de 174 mortes num só dia e tem mais de 360 mil casos

A Rússia, o terceiro país do mundo com mais contágios pelo covid-19, registou nas últimas 24 horas um recorde de 174 mortos num só dia, além de 8915 novos casos.

No total, o país regista 3807 mortos entre 362342 casos de contaminação pelo novo coronavírus, o que faz do país o terceiro do mundo em número de infetados, atrás dos Estados Unidos e do Brasil.

"No último dia (segunda-feira) foram registados na Rússia 8915 novos casos de covid-19, que se detetaram em 83 das 85 regiões do país", refere o relatório diário do gabinete de gestão da crise sanitária.

Apesar de uma leve diminuição do número de novos contágios, nas últimas 24 horas registaram-se 174 mortes por covid-19 face às 92 do dia anterior.

A região de Moscovo continua a ser o principal foco de infeção do país com mais de 169 mil casos confirmados, mais 2.830 do que na segunda-feira.

O autarca de Moscovo, Serguei Sobianin, explicou anteriormente que a referência à alta percentagem de infetados fica a dever ao número de testes médicos que foram realizados.

Sobianin reconheceu mesmo que o número pode não refletir a realidade, até porque muitos doentes são assintomáticos e não recorrem aos serviços de saúde.

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Para evitar o contágio, desde o dia 12 de maio que em Moscovo é obrigatório o uso de máscara de proteção sanitária e luvas, sempre que os cidadãos se encontrem em espaços fechados ou em edifícios públicos.

As medidas de confinamento na região de Moscovo, onde habitam cerca de 12 milhões de pessoas, vão prolongar-se até ao dia 1 de junho.

Mesmo assim, e para reativar a economia, a autarquia permitiu atividades laborais a 500 mil pessoas, sobretudo trabalhadores dos setores da construção e indústria.

Por outro lado, Anna Popova, responsável pelos Serviços Sanitários da Rússia, já disse que os cidadãos russos têm de começar a acostumar-se ao uso de máscara de proteção durante "mais um ou dois meses" como medida de proteção de um "novo surto".

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