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Rússia testa míssil em satélite e ameaça Estação Espacial Internacional

Rússia testa míssil em satélite e ameaça Estação Espacial Internacional

A Rússia destruiu um satélite com o teste de um míssil. Os destroços, espalhados a alta velocidade, ameaçaram os astronautas da Estação Espacial Internacional, que se refugiaram nos "salva-vidas" espaciais.

A Rússia testou um míssil e apontou a um satélite antigo a vaguear em desuso pelo espaço. O sucesso da experiência resultou na destruição do engenho, espalhando milhares de pedaços e obrigando os astronautas da Estação Espacial Internacional (EEI) a procurar refúgio.

A velocidade as que os estilhaços viajam pode destruir as paredes da EEI. Confrontados com o teste russo, os astronautas refugiaram-se nas cápsulas que os transportaram até à estação, que funcionam como um "bote salva-vidas" cósmico atracado à EEI, que orbita atualmente a cerca de 260 quilómetros da Terra, com sete astronautas: quatro americanos, um alemão e dois russos.

"Com um longa e documentada história na exploração espacial, é impensável que a Rússia tenho colocado em risco a vida não só de americanos e parceiros internacionais da EEI, mas também os próprios cosmonautas russos", disse Bill Nelson, administrador da agência espacial norte-americana, NASA.

A Roscosmos, agência espacial russa, minimizou o incidente. "A órbita dos objetos, que forçaram a tripulação a refugiar-se no interior da nave espacial, de acordo com procedimentos normais, deslocou-se para lá da EEI. A estação está livre de perigo".

A experiência deixou também em risco os astronautas a bordo da estação especial chinesa, Tiangong3, ou "Palácio Celeste 3", que recebeu, em julho, os primeiros "taikonautas", termo com origem na palavra chinesa "taikong", que significa cosmos ou espaço, usado para definir os cosmonautas chineses.

O Departamento de Estado dos EUA considerou "imprudente" o teste russo, que destruiu o Kosmos-1408. O satélite espião, de uma tonelada, foi lançado em 1982 e estava desativado há muitos anos.

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"O teste gerou, até ao momento, 1500 pedaços de destroços orbitais rastreáveis e centenas de milhares de partículas mais pequenas que agora ameaçam os interesses de todas as nações", disse o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Ned Price.

"Os destroços resultantes deste teste vão manter-se em órbita, deixando satélites e voos espaciais tripulados em risco anos a fio", observou o secretário da Defesa do Reino Unido, Ben Wallace. A Rússia "demonstrou um completo desrespeito pela segurança e sustentabilidade do espaço", acrescentou aquele governante britânico, citado pela BBC.

"Um atitude "irresponsável e perigosa" que expõe as "enganosas e hipócritas afirmações da Rússia quando diz opor-se à presença de armas no espaço", consideram os americanos. "Vamos trabalhar com os nossos aliados para encontrar uma resposta à irresponsabilidade dos russos", acrescentou Ned Price.

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