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Russo condenado a 13 anos de prisão por tentar vender segredos militares à CIA

Russo condenado a 13 anos de prisão por tentar vender segredos militares à CIA

Um homem foi condenado a 13 anos de prisão por tentar vender segredos militares à agência norte-americana de informações (CIA), anunciou esta sexta-feira o Serviço de Segurança Federal (FSB) russo.

Um tribunal da região de Bryansk, 379 quilómetros a sudoeste de Moscovo, considerou Yuri Yeshchenko culpado de entregar, em troca de dinheiro, informações à CIA sobre inovações na indústria militar russa.

"No período entre 2015 e 2017, copiou documentação secreta sobre armamento utilizado na Frota do Norte. No início de 2019, estabeleceu contacto com a CIA", pode ler-se numa nota oficial.

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Segundo a acusação, Yeshchenko cometeu alta traição quando trabalhava no serviço de manutenção de sistemas radioeletrónicos da Frota do Norte, com base no porto de Severomorsk, na região de Murmansk.

Em julho de 2019, foi detido pelas forças de segurança em Bryansk quando tentava entregar segredos militares a um serviço secreto estrangeiro, em vídeo que também foi divulgado pelo FSB.

Segundo a fonte, Yeshchenko admitiu a culpa e arrependeu-se de ter cometido alta traição.

Ativistas de direitos humanos denunciaram a caça a espiões para travar a fuga de segredos militares, em pleno novo antagonismo com o Ocidente.

Na última década, o Presidente russo, Vladimir Putin, lançou um ambicioso programa de rearmamento, cuja uma das prioridades é modernizar a Marinha russa, considerada obsoleta pelas autoridades.

Em 2018, anunciou o desenvolvimento de armamento hipersónico "sem precedentes" no mundo e capazes de superar qualquer escudo antimísseis, incluindo o norte-americano.

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