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Russos tomam controlo de Lyman e deixam cair entraves para evitar crise global

Russos tomam controlo de Lyman e deixam cair entraves para evitar crise global

No dia em que reivindicou o controlo da importante cidade ucraniana de Lyman, no leste, o Kremlin assumiu-se pronto para arranjar soluções que permitam a retoma da exportação de cereais da Ucrânia, de forma a evitar uma crise alimentar global. Do lado de Kiev, não há confiança: "qualquer acordo com a Rússia não vale um centavo". Eis os principais pontos de destaque deste que é o 94.º dia de guerra na Ucrânia.

- As forças russas tomaram o controlo total de Lyman, estratégica cidade ferroviária no leste da Ucrânia que foi recapturada por Kiev aos separatistas pró-russos em 2014. A conquista, anunciada este sábado pelo Ministério da Defesa russo, pode facilitar a tentativa de cercar as regiões de Severodonetsk e Lysychansk, outras importantes cidades ucranianas situadas na zona mais oriental do país.

- O governador de Lugansk, no Donbass, Serhiy Gaidai, disse que há cerca de 10 mil soldados russos naquela região oriental da Ucrânia, reportou a agência Reuters, ressalvando que a informação não pôde ser confirmada de forma independente.

- Vladimir Putin assegurou que está disponível para ajudar a retomar a exportação de cereais da Ucrânia, alertando para os riscos de uma maior "desestabilização" da situação se continuarem as entregas de armas ocidentais em Kiev. "A Rússia está pronta para ajudar a encontrar opções para uma exportação de cereais sem entraves, incluindo cereais ucranianos a partir dos portos situados no mar Negro", informou o Kremlin, num comunicado divulgado após uma conversa telefónica entre o presidente russo, o seu homólogo francês, Emmanuel Macron, e o chanceler alemão, Olaf Scholz, no contexto dos receios de uma grave crise alimentar.

- O primeiro-ministro britânico e o presidente da Ucrânia discutiram hoje o "bloqueio desprezível" ao qual a Rússia está a submeter Odessa, o maior porto de embarque da Ucrânia, e os esforços da comunidade internacional para evitar uma crise alimentar global. Numa conversa por telefone, Boris Johnson garantiu que continuará a apoiar Kiev na defesa "contra o ataque bárbaro", ajudando também com "o fornecimento do equipamento que precisem". E destacou a Zelensky "o intenso trabalho que está a ser desenvolvido com os parceiros internacionais para encontrar formas de continuar com a exportação de cereais da Ucrânia para evitar uma crise alimentar global".

- O conselheiro presidencial ucraniano e negociador Mykhailo Podolyak disse hoje que um acordo com a Rússia não é confiável e que a invasão levada a cabo por Moscovo só pode ser interrompida por via da força. "Qualquer acordo com a Rússia não vale um centavo. É possível negociar com um país que mente sempre de forma cínica e propagandística? A Rússia provou que é um país bárbaro que ameaça a segurança mundial. Um bárbaro só pode ser detido pela força", escreveu no Telegram, citado pela Reuters.

- Um navio entrou no porto ucraniano de Mariupol, pela primeira vez desde que a Rússia completou a captura da cidade, para carregar metal e enviá-lo para a Rússia, num movimento que Kiev descreveu como um "saque".

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