França

Sarkozy rejeita acusações de Strauss-Kahn

Sarkozy rejeita acusações de Strauss-Kahn

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, rejeitou, este sábado, a acusação de Dominique Strauss-Kahn de que teria sido ele o causador da sua ruína política e instou-o a explicar-se à justiça.

"Respeito profundamente a presunção da inocência, mas quando se é acusado daquilo de que ele é acusado, e quando se tem um mínimo de dignidade, tem-se o pudor de estar calado e de não juntar mais à indignidade", disse Nicolas Sarkozy numa ação de campanha e perante milhares de apoiantes.

O presidente e candidato à segunda volta das presidenciais afirmou que "durante todos os episódios escandalosos, vergonhosos, de Nova Iorque, de Lille, do Carlton, do Pas-de-Calais" a direita republicana e o centro político fizeram questão de "não se misturar, de não utilizar, de não comentar".

"Mas que em plena campanha eleitoral, (...) Strauss-Kahn se ponha a dar lições de moral e a dizer que eu sou o único responsável por tudo o que lhe aconteceu, já é demais!", indignou-se Nicolas Sarkozy, ironizando: "François Hollande chamou para ajudá-lo uma garantia moral de peso, Dominique Strauss Kahn. Só faltava ele para a família estar completa".

Sarkozy disse ainda a Strauss-Kahn que se explique perante a justiça e "poupe os franceses aos seus comentários".

"Não acreditava que eles fossem tão longe"

Numa entrevista ao jornal britânico "The Guardian", Dominique Strauss-Kahn acusou os seus adversários políticos de terem usado as acusações de abuso sexual contra si para enfraquecer a sua candidatura às presidenciais francesas, citando pessoas "ligadas a Nicolas Sarkozy".

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"Talvez tenha sido ingénuo no plano político, mas simplesmente não acreditava que eles fossem tão longe (...) não pensei que pudessem encontrar alguma coisa capaz de me travar", afirmou Strauss-Kahn, antigo candidato socialista às eleições presidenciais francesas, em entrevista ao jornal 'The Guardian".

O jornalista Edward Epstein, que conduziu a entrevista e que escreveu um livro sobre o caso de abusos sexuais de que Strauss-Kahn foi acusado em Nova Iorque, refere que o antigo diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI) não citou nomes, mas que se referia aos "agentes" do presidente francês, Nicolas Sarkozy, candidato à reeleição.

De acordo com o 'The Guardian', Strauss-Kahn não acredita que os factos que ocorreram no hotel Sofitel, em Nova Iorque, tenham sido fabricados, mas considera que as consequências do caso foram "orquestradas por pessoas que tinham uma agenda política".

Aos 62 anos, Straus-Kahn era o principal candidato a enfrentar Nicolas Sarkozy nas presidenciais deste ano, quando a acusação de violação por Nafissatou Diallo, empregada de quarto num hotel de Manhattan, acabou por levá-lo à prisão.

O candidato socialista às presidenciais francesas, François Hollande, teve a maioria dos votos na primeira volta e as sondagens apontam para a sua vitória dobre Sarkozy na segunda volta, este domingo.

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