Inglaterra

Seis meses de prisão para homem que matou cachorro à pancada

Seis meses de prisão para homem que matou cachorro à pancada

Um britânico foi condenado a quase seis meses de prisão por matar um cachorro de 17 semanas com um chinelo. Irritado por encontrar cocó do animal em casa, ainda ameaçou a dona da cadela.

Callum Gerken, de 27 anos, compareceu perante o tribunal de Oxford, no Reino Unido, na sexta-feira, acusado de matar uma cadela de raça labrador, chamada Shadow, com 17 semanas de vida.

O homem, que havia negado as acusações, mudou de posição já no tribunal e admitiu ter causado sofrimento desnecessário à cadela. Deu-se culpado, também da acusação de enviar mensagens ameaçadoras pelo WhatsApp à dona do animal, quando descobriu as fezes e os estragos que a cadela causara em casa.

A admissão de culpa valeu a Callum Gerken uma redução de pena de 10%. Foi, assim, condenado a 23 semanas de prisão, sensivelmente seis meses, e a pagar 250 libras (cerca de 283 euros) de compensação à dona do animal.

Tem de pagar, ainda, mil libras (cerca de 1130 euros) de custas processuais. Além da pena de cadeia pecuniária, Callum fica ainda proibido de ter um cão durante os próximos 10 anos.

Os factos remontam a 3 de abril. Callum estava a tomar conta da cadela de um amigo na própria casa. Enfureceu-se ao ver que a cadela havia defecado no interior da habitação.

Bateu repetidamente na cadela com um chinelo e enviou uma mensagem de voz por WhatsApp à dona de Shadow. Zangado com o que tinha acontecido, disse que tinha "corrido o cão à porrada de uma ponta à outra da sala."

Mais tarde enviou outras mensagens à mulher a dizer que havia algo de errado com a cadela, que estava com dificuldades em respirar.

"Não levou o cão ao veterinário ou procurou aconselhamento, embora tivesse a noção de que o animal não estava bem", concluiu o tribunal de Oxford. "O cão morreu em resultado do que lhe foi feito", lê-se na sentença, citada por vários órgãos de comunicação social britânicos.

O advogado do homem, Richard Davies, disse que o cliente estava envergonhado e sentia remorsos e que o que aconteceu não tem nada a ver com aquilo que é enquanto pessoa.