Pandemia

Sem beijos, o sexo voltou às ruas de Amesterdão

Sem beijos, o sexo voltou às ruas de Amesterdão

O famoso "red light district", em Amesterdão, abriu novamente após ter suspendido as atividades em meados de março, devido ao surgimento da pandemia da covid-19. As trabalhadoras estão felizes por voltar ao ativo, mas têm de cumprir regras específicas para os clientes e dizem que "não há beijos".

Estas trabalhadoras têm de se assegurar que os clientes se sentem bem e não têm nenhum sintoma do novo coronavírus. "Desinfetamos, lavamos as mãos e limpamos os lençóis após cada marcação. Isso são procedimentos básicos. A maioria de nós vai evitar o contacto cara a cara, portanto, sem beijos. Não temos de usar máscara durante o trabalho, graças a Deus", referiu Foxxy (nome artístico), ao jornal "The Guardian".

Felicia Anna, chefe do sindicado Red Light United, explicou que desinfeta tudo em que o cliente possa ter tocado, mas que estes procedimentos já eram comuns neste meio. "Já lidamos com doenças muito maiores que o coronavírus", disse.

Apesar de a pandemia ainda estar ativa no país, estas trabalhadoras sentiram-se felizes por voltarem ao trabalho. "Durante a quarentena muitas trabalhadoras sexuais sentiram dificuldades financeiras, portanto estamos muito felizes por podermos retomar o nosso trabalho", explicou Felicia.

Havia o receio entre estas trabalhadoras que o número de clientes reduzisse, visto que muitos eram turistas e a Holanda ainda tem as fronteiras encerradas. No entanto, segundo o feedback recebido pelas colegas, o trabalho tem estado normal.

A prostituição é legal na Holanda desde 2000, e os trabalhadores sexuais estão registados na rede comercial do país e pagam impostos.