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Senado dos EUA propõe intervenção militar na Síria num máximo de 90 dias

Senado dos EUA propõe intervenção militar na Síria num máximo de 90 dias

A Comissão dos Assuntos Externos do Senado norte-americano elaborou na terça-feira uma proposta de resolução que autoriza uma intervenção militar na Síria durante 60 dias com uma extensão possível até 90 dias.

O prolongamento da operação militar por 30 dias além dos 60 terá de ser aprovado pelo Congresso, segundo fontes do Senado citadas pelo jornal "Washington Post".

Esta resolução, que poderá ser votada esta quarta-feira na Comissão dos Assuntos Externos do Senado, proíbe o envio de tropas para o terreno à exceção de pequenas missões de resgate em caso de emergência.

Mesmo assim, o Senado exige ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a apresentação de um plano num prazo de 30 dias depois da aprovação definitiva desta resolução que defina uma "solução diplomática para por fim à violência na Síria".

Esta exigência está em linha com o compromisso da Casa Branca de não se implicar na guerra civil desse país a longo prazo e de continuar a procurar uma solução política para o conflito.

A nova proposta de resolução do Senado substituirá a que foi enviada ao Congresso pela Casa Branca no sábado e que foi considerada como dando muita margem de manobra ao Presidente norte-americano e pretende vir a garantir o apoio dos congressistas ainda céticos quanto a uma intervenção militar na Síria.

"A Comissão dos Assuntos Externos do Senado elaborou uma autorização do recurso à força militar que reflete a vontade e as preocupações dos democratas e dos republicanos", anunciou em comunicado o presidente do grupo, o senador democrata Robert Menéndez.

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A mesma comissão manteve na terça-feira uma reunião de cerca de quatro horas com os secretários de Estado, John Kerry, da Defesa, Chuck Hagel, e com o chefe de Estado Maior Conjunto, Martin Dempsey.

O encontro serviu para discutir a necessidade de uma resposta ao regime sírio de Bachar al-Assad por ter alegadamente causado a morte a mais de 1.400 pessoas com armas químicas a 21 de agosto, o que Washington considera como provado.

A Comissão do Senado poderá votar hoje a resolução e a votação final poderá ter lugar no início da próxima semana para que o texto passe depois para a Câmara dos Representantes, que, como o Senado, parece estar a favor de se acelerar o processo que permita uma intervenção militar na Síria o mais depressa possível.

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