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Senado rejeita objeções republicanas à vitória de Biden

Senado rejeita objeções republicanas à vitória de Biden

O Senado rejeitou com uma maioria esmagadora a objeção de alguns senadores republicanos à vitória do Presidente eleito, Joe Biden, no estado do Arizona. O mesmo resultado teve uma objeção face aos resultados na Pensilvânia.

A objeção aos resultados no Arizona - liderada pelos senadores Paul Gosar e Ted Cruz - foi rejeitada por 93-6 na noite de quarta-feira.

O mesmo aconteceu com uma objeção apresentada contra a vitória de Biden na Pensilvânia: neste caso foi rejeitada por 282 votos contra 138.

Todos os votos a favor foram republicanos, mas depois da violenta manifestação, do cerco e da invasão do Capitólio, vários senadores do Partido Republicano que planeavam apoiar a objeção inverteram o sentido de voto.

Os republicanos levantaram estas objeções com base em falsas alegações do presidente cessante, Donald Trump, repetidamente rejeitadas nos tribunais e pelos funcionários eleitorais.

Pouco depois, a Câmara dos Representantes chumbou igualmente as objeções à vitória do presidente eleito no Arizona e na Pensilvânia, juntando-se ao Senado na defesa dos resultados das eleições realizadas naqueles estados.

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Antes, a líder da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi, defendeu que a certificação do Congresso da vitória eleitoral de Joe Biden iria mostrar ao mundo a verdadeira face do país.

"Apesar das ações vergonhosas de hoje, ainda a faremos [a votação], faremos parte de uma história que mostra ao mundo daquilo que a América é feita".

Pelosi, católica romana, observou que na quarta-feira é a festa da Epifania e rezou para que a violência fosse "uma epifania para curar" o país.

As reações ao ataque no Capitólio foram quase imediatas. O ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama considerou que os episódios de violência eram "uma vergonha", mas não "uma surpresa", dado a atitude de Donald Trump e dos republicanos.

O antigo presidente norte-americano Bill Clinton também denunciou um "ataque sem precedentes" contra as instituições do país "alimentado por mais de quatro anos de política envenenada".

O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou que os violentos protestos ocorridos no Capitólio foram "um ataque sem precedentes à democracia" do país e instou Donald Trump a pôr fim à violência.

Pouco depois, Trump pediu aos seus apoiantes e manifestantes que invadiram o Capitólio para irem "para casa pacificamente", mas repetindo a mensagem de que as eleições presidenciais foram fraudulentas.

O governo português condenou os incidentes, à semelhança da Comissão Europeia, do secretário-geral da NATO e dos governos de vários outros países.

Apoiantes do presidente cessante dos EUA, Donald Trump, entraram em confronto com as autoridades e invadiram o Capitólio, em Washington, na quarta-feira, enquanto os membros do Congresso estavam reunidos para formalizar a vitória do Presidente eleito, Joe Biden, nas eleições de novembro.

A sessão de ratificação dos votos das eleições presidenciais dos EUA foi interrompida devido aos distúrbios provocados pelos manifestantes pró-Trump no Capitólio, e as autoridades de Washington D.C. decretaram o recolher obrigatório entre as 18 horas e as 6 horas locais (entre as 23 horas e as 11 horas em Portugal continental).

O debate no Senado foi retomado pelas 20 horas (1 hora desta quinta-feira em Portugal continental).

Quatro horas após o início dos incidentes, as autoridades declararam que o edifício do Capitólio estava em segurança.

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