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Senha de Donald Trump no Twitter era "maga2020"

Senha de Donald Trump no Twitter era "maga2020"

O Ministério Público da Holanda confirmou que um hacker holandês acedeu à conta de Twitter do Presidente cessante dos EUA, Donald Trump, descobrindo que a sua senha era "maga2020", informando que não vai apresentar queixa.

Os procuradores holandeses dizem que não vão apresentar queixa contra o pirata informático que conseguiu aceder à conta pessoa da rede social Twitter de Donald Trump, alegando que ele teve um comportamento ético correto, alertando as autoridades norte-americanas sobre a situação.

O 'hacker' Victor Gevers tornou público, no final de outubro, que tinha conseguido, pela segunda vez, aceder à conta de Trump no Twitter após apenas sete tentativas com diferentes versões de senha, até encontrar a correta, que era "maga2020" (abreviatura em minúsculas de seu slogan de campanha, "Make America Great Again" -- "Tornar A América Grande Outra Vez").

Além disso, Trump desativou o sistema de verificação dupla, pelo que, ao tentar aceder à conta, Gevers não precisou de enviar uma mensagem para a conta de telemóvel ou de correio eletrónico do Presidente para obter autorização de entrada, o que os procuradores holandeses confirmaram após uma investigação da unidade cibernética da polícia nacional.

Embora a empresa que gere a rede social Twitter e a Casa Branca sempre tenham negado que este episódio tenha acontecido, o Ministério Público holandês confirmou quarta-feira que Gevers teve mesmo acesso à conta de Trump, mas não se aproveitou da situação para a usar em nome de Trump, ler as suas mensagens privadas, mudar a senha ou a foto perfil, opções possíveis ao aceder a estes dados pessoais.

As tentativas de alertar o Presidente, a sua equipa da Casa Branca, a equipa de campanha e até membros de sua família sobre a segurança da conta de Twitter falharam, mas, dias depois, os serviços secretos dos EUA contactaram Gevers, para lhe agradecer pelo aviso.

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Depois deste episódio, Trump mudou a sua senha e ativou a verificação dupla.

Embora a pirataria informática seja punível na Holanda, o Ministério Público concluiu que Gevers cumpriu os critérios para não ser acusado, revelando ser um hacker com ética, dedicado à "divulgação responsável" e que contactou com as autoridades sob a sua responsabilidade, alertando-as sobre a situação e dando conselhos sobre como resolver a vulnerabilidade da conta de Trump.

Não é a primeira vez que Gevers, de 44 anos, consegue aceder à conta do Presidente dos Estados Unidos: em outubro de 2016, ele e vários amigos encontraram a senha de Trump num banco de dados divulgado por piratas informáticos.

Nessa altura, Trump tinha "youarefired" (está despedido, "you are fired" em inglês) como senha, numa referência a uma frase que ele usava num seu antigo programa televisivo em formato reality show.

Entre outras descobertas nas informações reunidas por piratas informáticos, ​​​​​​​Gevers encontrou uma base de dados chinesa com informações pessoais (telefone, datas de nascimento, empregador, número de identidade ou nacionalidade) e localizações (com coordenadas GPS dos locais visitados) de 2,7 milhões de habitantes de Xinjang, a maior província da China e local de presença de muitos uigures, revelando que o Governo de Pequim está a controlar de perto essa minoria muçulmana no país.

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