Ucrânia

Separatistas de Donetsk e Lugansk pedem a Putin para reconhecer independência

Separatistas de Donetsk e Lugansk pedem a Putin para reconhecer independência

Os líderes das autoproclamadas repúblicas populares de Donetsk (RPD) e Lugansk (RPL), na região ucraniana do Donbass (leste), pediram esta segunda-feira ao Presidente russo, Vladimir Putin, para as reconhecer como Estados independentes.

O pedido, feito através de mensagens transmitidas pelo canal de televisão russo Rossiya 24, foi feito pelo líder da RPD, Denis Pushilin, e pelo líder da RPL, Leonid Pasechnik.

"Em nome de todos os povos da república popular de Donestk, pedimos-lhe que reconheça a república popular de Donetsk como um Estado independente, democrático, social e legal", afirmou Pushilin.

O responsável argumentou o pedido de reconhecimento com a necessidade de adquirir o estatuto de sujeito internacional para "poder contrariar totalmente a agressão militar das autoridades ucranianas e evitar vítimas entre a população civil e a destruição de infraestruturas".

"Caro Vladimir Vladimirovich (nome do meio de Putin), a fim de evitar a morte em massa dos habitantes da república, peço-lhe para reconhecer a soberania e independência da república popular de Lugansk", disse por sua vez Pasechnik.

Além disso, o líder da RPL pediu para o líder russo considerar a possibilidade de assinar um tratado de cooperação e amizade entre a sua república e a Rússia.

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Pouco tempo depois, começou uma reunião alargada do Conselho de Segurança russo para estudar o pedido das duas entidades pró-russas.

"Vamos decidir os nossos futuros passos nessa direção, tendo também em conta o pedido dos líderes das autoproclamadas repúblicas de Donetsk e Lugansk para o reconhecimento da sua soberania e o pedido da Duma russa (câmara baixa) sobre o mesmo tema", indicou Putin, no início da reunião.

O Ocidente e a Rússia vivem atualmente um momento de forte tensão, com o regime de Moscovo a ser acusado de concentrar pelo menos 150 mil soldados nas fronteiras da Ucrânia, numa aparente preparação para uma potencial invasão do país vizinho.

Moscovo desmente qualquer intenção bélica e afirma ter retirado parte do contingente da zona.

Entretanto, aumentaram nos últimos dias os confrontos entre o exército da Ucrânia e os separatistas pró-russos no leste do país, onde a guerra entre estas duas fações se prolonga desde 2014.

Os observadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) anunciaram no sábado ter registado em 24 horas mais de 1500 violações do cessar-fogo na Ucrânia oriental, número que constitui um recorde este ano.

Os líderes dos separatistas pró-russos de Lugansk e Donetsk, no leste da Ucrânia, decretaram no domingo a mobilização geral para fazer face a este aumento da violência.

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