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Sergei Lavrov, o senhor da retórica de guerra russa

Sergei Lavrov, o senhor da retórica de guerra russa

Diplomata de mil facetas. Encantador e detestável. Negociador afável e implacável. O ministro russo dos Negócios Estrangeiros desperta tanta admiração como repulsa.

O rosto esfíngico que, vá-se lá saber por que carga d'água, figura entre as tshirts mais vendidas aos turistas nas lojas de lembranças de Moscovo, é também o do homem que desperta tantas sensações antagónicas. Além do diplomata hábil e tenaz, a Sergei Lavrov, ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, descrevem-no como um tipo carregado de personalidades divergentes, que usa de bom grado, conforme reclamem as situações. Eis, então, este fiel escudeiro de Vladimir Putin: charmoso, sedutor, mordaz e brutal quanto baste nos corredores das negociações internacionais.

Sergey Viktorovich Lavrov faz 72 anos daqui a duas semanas, a 21 de março. Filho de pai arménio e de mãe russa, é moscovita de gema e também um trota-mundos, por obrigação profissional, iniciada mal acabou a licenciatura, no prestigiado Instituto de Relações Internacionais de Moscovo. Nesse 1972, aos 22 anos, foi logo destacado para a embaixada da URSS no Sri Lanka. Foi porque, simplesmente, aprendeu a falar cingalês, da mesma maneira que, para lá do russo maternal, aprendeu a dominar fluentemente outros dois idiomas universais, como o francês e o inglês.

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