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Sérvia protesta contra criação de Forças Armadas no Kosovo

Sérvia protesta contra criação de Forças Armadas no Kosovo

O Governo da Sérvia condenou, esta sexta-feira, o anúncio da criação das forças armadas do Kosovo, que considera uma violação das resoluções das Nações Unidas e contrária ao processo de normalização de relações entre os dois países.

Em comunicado, o executivo sérvio afirmou que a intenção de "transformar as Forças de Segurança do Kosovo em forças armadas clássicas é inaceitável para Sérvia", que não reconhece a independência da sua antiga província de maioria albanesa, autoproclamada em 2008.

A Sérvia lembra que uma resolução do Conselho de Segurança da ONU estabelece que "só a força internacional KFOR (da NATO) tem mandato para os aspetos militares da segurança do Kosovo".

O Governo de Belgrado considera que a criação de forças armadas no Kosovo desestabilizará a situação naquele território e vai contra o processo de diálogo entre os dois países, orientado pela União Europeia.

O ministro sérvio para o Kosovo, Aleksandar Vulin, anunciou que o seu Governo vai levar a questão ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, garantindo que a comunidade internacional recusa qualquer intervenção de uma força militar kosovar no norte do território, de maioria sérvia.

O Governo do Kosovo anunciou esta semana que a sua atual Força de Segurança - composta por 2200 efetivos equipados apenas com armas ligeiras - será convertida em Forças Armadas, a par da criação de um Ministério da Defesa.

Desde 1999 que Portugal participa nas missões da NATO no Kosovo. Atualmente, o contingente português é composto por 186 militares.

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