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Sete bombistas suicidas na origem de seis das explosões no Sri Lanka

Sete bombistas suicidas na origem de seis das explosões no Sri Lanka

Os ataques no Sri Lanka a três igrejas e três hotéis no domingo de Páscoa foram realizados por sete bombistas suicidas, disse um perito forense do Governo à agência de notícias Associated Press.

O analista do Governo, Ariyananda Welianga, indicou que a investigação mostra que estavam envolvidas pelo menos duas pessoas no ataque no hotel Shangri-La. Os restantes bombistas atacaram em Colombo o Santuário de Santo António, os hotéis Cinnamon Grand e Kingsbury, bem como a Igreja de São Sebastião e a Igreja de Sião nas cidades de Negombo e Batticaloa, respetivamente.

As duas explosões que tiveram lugar horas depois numa pousada e perto de um viaduto nos arredores de Colombo ainda estão sob investigação.

Pelo menos 290 pessoas morreram e 500 ficaram feridas nos ataques de domingo no Sri Lanka, segundo um novo balanço divulgado esta segunda-feira pelas autoridades. O anterior balanço era de 207 mortos, incluindo um cidadão português, e de 450 feridos.

O número de pessoas detidas relacionadas com os ataques, que não foram ainda reivindicados, também aumentou de 13 para 24, disse à agência de notícias France-Presse o porta-voz da polícia Ruwan Gunasekera.

A polícia também informou hoje que uma bomba artesanal foi descoberta e desativada no domingo, perto do principal aeroporto de Colombo.

As primeiras seis explosões ocorreram "quase em simultâneo", pelas 8.45 horas (3.15 em Portugal continental), de acordo com fontes policiais citadas por agências internacionais.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e o Ministério dos Negócios Estrangeiros já lamentaram os ataques e manifestaram pesar pela morte do cidadão português.

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