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Silvio Berlusconi não resistiu à crise financeira e apresentou a demissão

Silvio Berlusconi não resistiu à crise financeira e apresentou a demissão

O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, apresentou a sua demissão ao presidente Giorgio Napolitano, esta noite de sábado, na sequência da aprovação pelo Parlamento do pacote de medidas anti-crise. A notícia foi recebida com festejos nas ruas de Roma, onde a multidão gritava palavras de ordem.

À porta do palácio presidencial, onde Berlusconi estava reunido com o presidente Giorgio Napolitano a população gritava repetidamente "palhaço".

"Il Cavaliere", como era conhecido Berlusconi, deixa a liderança do Governo aos 75 anos poucas horas após o Parlamento ter aprovado um conjunto de medidas prometidas à União Europeia para reduzir a dívida e relançar o crescimento económico.

Silvio Berlusconi perdeu, na passada terça-feira, a maioria parlamentar que sustentava o seu Governo e acabou por ser pressionado a sair.

O antigo comissário europeu Mario Monti é apontado como o provável novo primeiro-ministro a quem caberá formar o Governo que irá enfrentar uma crescente crise financeira que levou Itália os custos do financimento do país para custos incomportáveis.

A demissão era esperada depois de, esta tarde, a Câmara dos Deputados ter aprovado definitivamente o conjunto de medidas prometidas à União Europeia para reduzir a dívida e relançar o crescimento económico. O pacote foi aprovado com 380 votos a favor, 26 contra e duas abstenções.

Após a votação, o Conselho de Ministros reuniu-se durante cerca de 35 minutos e Berlusconi anunciou a demissão aos seus ministros.

O primeiro-ministro agradeceu aos seus "colegas de Governo" o intenso trabalho que fizeram e dirigiu um agradecimento especial ao subsecretário da presidência do Conselho de Ministros, Gianni Letta.

Segundo a imprensa italiana, durante a reunião, os ministros do partido de Berlusconi, o Povo da Liberdade, pediram-lhe que não se demitisse, ao que o primeiro-ministro respondeu: "Tenho de o fazer".