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Snowden apresentou lista de 15 países onde pode pedir asilo político

Snowden apresentou lista de 15 países onde pode pedir asilo político

O ex-consultor da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Edward Snowden, reuniu-se, esta segunda-feira, no aeroporto de Moscovo com diplomatas russos para entregar uma lista de 15 país aos quais pode solicitar asilo político.

O diário norte-americano Los Angeles Times cita um diplomata russo, que revelou, sob anonimato, a realização a reunião com Snowden, que se encontra desde 23 de junho na zona de trânsito do aeroporto Sheremetyevo, em Moscovo.

O diplomata não deu a conhecer que países se encontram na lista de Snowden, que revelou a existência de programas secretos de espionagem do Governo norte-americano.

De acordo com o Los Angels Times, no documento entregue aos funcionários russos, Snowden reafirmou mais uma vez que "não é traidor e justificou as suas ações com o desejo de abrir os olhos ao mundo sobre as violações flagrantes dos serviços secretos dos Estados Unidos em relação aos seus próprios cidadãos e aos da União Europeia".

A única petição de asilo que se conhece oficialmente é a que Snowden fez ao Equador, país que estuda o caso embora admita não poder tomar uma decisão porque o ex-consultor da NSA não está em território equatoriano.

Edward Snowden, um informático de 30 anos, é acusado de espionagem por ter divulgado a existência de programas de vigilância dos Estados Unidos.

O seu passaporte foi anulado por Washington, que reclama a extradição.

A Rússia, que não tem acordo de extradição com os Estados Unidos, afirmou nada ter nada a apontar a Snowden, argumentando que na realidade o informático nunca chegou a passar a fronteira russa, ou seja, a zona de controlo de passaportes do aeroporto.

Edward Snowden, que não é visto desde 23 de junho, não embarcou num voo para Cuba, onde tinha reservado um lugar, e fontes russas afirmam que ele não pode viajar sem passaporte válido.

O Equador, país ao qual pediu asilo político, sublinhou por seu lado não poder analisar o pedido, adiantando que a solução "está nas mãos das autoridades russas".