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Snowden pediu asilo a 21 países e renunciou ao pedido na Rússia

Snowden pediu asilo a 21 países e renunciou ao pedido na Rússia

O ex-consultor da Agência de Segurança Nacional dos EUA Edward Snowden solicitou pedidos de asilo em 21 países, mas renunciou à ideia de pedir asilo na Rússia, por não aceitar as condições impostas pelo presidente Vladimir Putin.

Os pedidos de asilo foram feitos em nome de Edward Snowden por Sarah Harrison, uma funcionária britânica do WikiLeaks, que acompanhou o ex-consultor da Agência de Segurança Nacional (NSA) dos EUA no dia 23 de junho na sua viagem de Hong Kong para Moscovo.

"Os pedidos foram submetidos a um responsável do consulado russo do aeroporto de Moscovo no final da noite" de segunda-feira, indica um comunicado divulgado no sítio de Internet da WikiLeaks.

"Os documentos destacam os riscos de perseguição Snowden enfrenta pelos Estados Unidos tendo o consulado russo iniciado a distribuição da pelas embaixadas competentes em Moscovo", adianta o documento.

Segundo o Kremlin, Edward Snowden renunciou à ideia de pedir asilo na Rússia, por não concordar com as exigências do presidente russo, Vladimir Putin, nomeadamente, "pôr fim à sua atividade que visa prejudicar os parceiros americanos".

"Ele renunciou à sua intenção e ao pedido para ficar na Rússia", declarou Dmitri Peskov, porta-voz do Kremlin. "Realmente Snowden pediu para ficar na Rússia. Porém, ao saber, ontem, a posição da Rússia, anunciada pelo presidente Putin, relativamente às condições para ele, teoricamente, poder fazer isso, ele renunciou à sua intenção", acrescentou.

Pedidos em nome de Edward Snowden foram feitos à Islândia, Equador, Cuba, Venezuela, Brasil, Índia, China, Alemanha, França, Áustria, Bolívia, Finlândia, Itália, Irlanda, Países Baixos, Nicarágua, Noruega, Polónia, Espanha e Suíça, de acordo com a mesma fonte da WikiLeaks.

Snowden, que é acusado pelos Estados Unidos de espionagem, acusou na segunda-feira o presidente Barack Obama de "pressionar os líderes" dos países onde tem procurado refúgio, na sua primeira intervenção pública desde que fugiu para Hong Kong.

Em particular, o ex-analista da NSA acusou o Presidente norte-americano de ter dado a ordem ao vice-presidente Joe Biden de exercer pressão sobre os dirigentes dos países onde tem pedido asilo político, nomeadamente no Equador, para obter a sua extradição.

Paralelamente ao comunicado pelo WikiLeaks, foi difundida uma carta dirigida por Snowden ao presidente do Equador, Rafael Correa, agradecendo o seu apoio e recusa de extradição.

Raafel Correa confirmou numa entrevista, na segunda-feira, que Joe Biden lhe tinha pedido para rejeitar o pedido de asilo político de Snowden, durante o fim de semana.