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Snowden pediu asilo político a mais seis países

Snowden pediu asilo político a mais seis países

O ex-consultor da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos Edward Snowden, acusado por Washington de revelar programas secretos de interceção de comunicações pessoais, pediu asilo a outros seis países, divulgou, esta sexta-feira, o portal WikiLeaks.

Snowden, que já tinha requerido asilo político a 21 países, está desde 23 de junho na zona de trânsito do aeroporto moscovita de Sheremetyevo à espera de uma solução diplomática que evite a sua extradição para os Estados Unidos.

"Edward Snowden pediu asilo a outros seis países. Não serão revelados neste momento por causa da interferência dos Estados Unidos", referiu o WikiLeaks, numa mensagem divulgada na conta do portal na rede social Twitter.

De acordo com o portal, fundado por Julian Assange, o informático norte-americano pediu asilo a um total de 27 países - 15 segundo as autoridades russas -, muitos dos quais rejeitaram o pedido ou colocaram como condição a presença do requerente nos respetivos territórios.

Os últimos países a negarem asilo a Snowden foram a Itália e a França, cujo ministro do Interior, Manuel Valls, explicou que os Estados Unidos eram "um país amigo" e "democrático" que têm "uma justiça independente" e com o qual tem acordos de cooperação judicial.

Moscovo pediu entretanto a Snowden para decidir se quer ou não requerer asilo político à Rússia. O Presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que se Snowden pretender ficar no território russo deve renunciar das suas atividades contra os Estados Unidos.

As autoridades russas deixaram claro que não vão entregar o informático norte-americano a ninguém, independentemente das ações que cometeu.

Edward Snowden, ex-consultor da NSA e da CIA (serviços secretos norte-americanos), revelou aos jornais 'The Guardian' e 'The Washington Post' a vigilância realizada pela administração norte-americana aos registos telefónicos e da Internet de milhões de cidadãos para descobrir contactos no exterior de suspeitos de terrorismo.

A polémica aumentou depois das revelações sobre a espionagem dos Estados Unidos à União Europeia (UE), à ONU e a 38 embaixadas de países como Japão e México, Itália e França.

Inicialmente, o informático norte-americano esteve refugiado em Hong Kong.

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