Violência

Sobe para três o número de jornalistas mexicanos assassinados este mês

Sobe para três o número de jornalistas mexicanos assassinados este mês

À semelhança do que aconteceu, em semanas anteriores, a dois colegas de profissão, a jornalista mexicana Lourdes Maldonado foi morta a tiro quando regressava a casa, este domingo, em Tijuana.

Depois de, a 10 de janeiro, José Luís Gamboa Arenas ter sido assassinado em Veracruz e de, na semana passada, também em Tijuana, o fotojornalista Margarito Martínez ter sido morto, este é o terceiro homicídio de jornalistas no México desde o início do mês.

A jornalista que, anteriormente, já havia dito temer pela sua vida, integrava o Programa de Proteção de Jornalistas da Baja Califórnia, embora este não lhe oferecesse vigilância permanente.

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Em 2019, durante uma conferência de imprensa do presidente Andrés Manuel López Obrador, Lourdes Maldonado confessou que a sua vida estava em risco devido à batalha judicial que travava com antigo governador Jaime Bonilla, do Movimento de Regeneração Nacional e dono da Primer Sistema de Noticias, antiga entidade empregadora da jornalista.

"Também venho aqui para pedir apoio, ajuda e justiça laboral", disse.

Na quinta-feira, Lourdes fez saber da sua vitória no processo instaurado à empresa do ex-governador por despedimento sem justa causa, ao fim de nove anos.

O México é um dos países mais perigosos do mundo para a imprensa, com dezenas de mortes de jornalistas registadas todos os anos.

Os visados são, muitas das vezes, responsáveis por investigar casos de corrupção e cartéis de droga poderosos, que acabam por passar impunes aquando a investigação dos homicídios.

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