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Soldado Shalit deve ser libertado na terça-feira

Soldado Shalit deve ser libertado na terça-feira

O soldado israelita Gilad Shalit, detido há cinco anos numa prisão palestiniana, poderá ser libertado na terça-feira, segundo o gabinete de Netanyahu. Contudo, há cada vez mais vozes contra o acordo assinado entre Israel e o Hamas para a troca de prisioneiros.

O acordo recebeu o voto contra de três ministros do governo de Benjamin Netanyahu, um dos quais considerou que "esta é uma grande vitória do terrorismo". "A libertação da tantos terroristas provocará um rio de sangue e uma terceira Intifada", alertou o vice-primeiro-ministro, Moshe Yaalon, citado pela CNN.

Em troca da libertação do sargento Gilad Shalit, mantido em cativeiro sem qualquer contacto com o exterior deste o verão de 2006, Israel deverá devolver à Palestina 1027 prisioneiros. Alguns estiveram directamente envolvidos nos mais mortíferos ataques contra israelitas e 280 tinham sido condenado a prisão perpétua.

Razão pela qual muitas famílias estão contra o acordo. Na noite de quinta para sexta-feira, numa manifestação radical de oposição, um jovem de 27 anos vandalizou o monumento que homenageia Isaac Rabin, o primeiro-ministro israelita assassinado em Tel-Aviv, a 4 de Novembro de 1995.

Shvuel Schijveschuurder foi detido pouco tempos depois. À polícia contou que os pais e três irmãos morreram, há 10 anos, num atentado numa pizaria de Jerusalém planeado por dois dos prisioneiros palestinianos que vão ser libertados na terça-feira.

Nesse dia, será entregue ao Hamas o primeiro grupo de 450 prisisoneiros, em troca da libertação imediata de Gilad Shalit. O segundo grupo de 550 detidos deverá ser libertado em Novembro.

De acordo com informações dos serviços secretos israelitas (Shin Beit), 60% dos prisioneiros que vão ser libertados voltarão a realizar ataques ou formar milícias contra Israel.

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A lista com o nome dos prisioneiros que vão ser libertados será conhecida este fim-de-semana, para permitir eventuais recursos de organizações ou de famílias de vítimas de atentados junto do Supremo Tribunal, que terá que tomar uma decisão em 48 horas.

O pai de Shalit, actualmente com 25 anos, diz também estar ansioso de rever o filho, depois de cinco anos sem contacto.

Segundo a AFP, Shalit será transportado de Gaza ou do Egipto para Israel. Depois, seguirá de helicóptero para uma base militar, onde será recebido pela família e sujeito a exames médicos.

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