Médio Oriente

Israel volta a atacar Gaza e ameaça escalar violência

Israel volta a atacar Gaza e ameaça escalar violência

As tropas israelitas voltaram a atacar a Faixa de Gaza, por via aérea, como parte da operação militar em curso contra o movimento islâmico sunita Hamas, que respondeu com "rockets". A violência entre os dois lados dura há vários dias (embora em desequilíbrio) e a ameaça cresce.

A madrugada de sexta-feira (hora local) começou com um crescendo de tensão no Médio Oriente, com Israel a fazer crescer a lista de bombardeamentos contra palestinianos: a cidade de Beit Lahia, no norte da Faixa de Gaza, acordou em tumulto com mais ataques aéreos que já se faziam adivinhar. A forma como o exército israelita comunicou a operação levou toda a imprensa estrangeira a reportar que Israel havia lançado uma ofensiva terrestre. Mas não foi assim. Pelo menos ainda.

"A força aérea e as tropas terrestres das Forças de Defesa de Israel [FDI] estão de momento a realizar um ataque na Faixa de Gaza", anunciou, cerca da meia-noite e meia (22.30 horas em Portugal continental), o exército israelita numa breve mensagem em inglês publicada no Twitter, que confirmava a entrada de soldados no enclave palestiniano e que foi inclusivamente corroborada pelo porta-voz militar de Israel, Hidai Zilberman. Mas horas depois, deu conta o "Times of Israel", as forças armadas do país alteraram a declaração: "Esclarecimento: de momento, não há tropas terrestres das FDI dentro da Faixa de Gaza. Forças aéreas e terrestres estão a realizar ataques contra alvos."

De acordo com Judah Ari Gross, correspondente do jornal israelita no local, o que aconteceu foi que "algumas tropas entraram um pouco além da fronteira, portanto tecnicamente dentro de Gaza", mas não se tratou de uma invasão terrestre. "O exército parece estar intencionalmente a enganar a imprensa estrangeira sobre o ataque desta noite", atirou.

Num evidente sinal de que o conflito - que teve na expulsão de palestinianos de um bairro de Jerusalém oriental a mais recente gota de água para a Palestina - pode escalar nas próximas horas e dias, o ministro da Defesa de Israel aprovou a mobilização de mais nove mil soldados reservistas. Em declarações à estação de televisão pública israelita, o porta-voz Hidai Zilberman tinha dito que as forças estavam a preparar "a opção de uma manobra terrestre", com veículos blindados e artilharia a ser colocados em alerta para poderem ser "mobilizados a qualquer momento".

Desde o reinício da escalada, com disparos de "rockets" do lado palestiniano e de ataques aéreos da parte israelita, o número de palestinianos mortos já passa os 100, entre os quais pelo menos 18 crianças. Do lado israelita, há sete mortos a registar, incluindo uma criança de cinco anos.

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