Migrações

Solução da Hungria: Não deixar entrar migrantes na UE e expulsar os que já entraram

Solução da Hungria: Não deixar entrar migrantes na UE e expulsar os que já entraram

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, defendeu que a solução para a crise das migrações na União Europeia é não deixar entrar migrantes e expulsar os que já estão em território comunitário.

À entrada para a cimeira informal dedicada às migrações, a decorrer em Salzburgo, o primeiro-ministro húngaro foi instado pela imprensa a apresentar uma solução para a crise das migrações e não hesitou: "Não os deixem entrar, e mandem os que já estão cá dentro para casa. É simples".

O tema das migrações é aquele que mais tensões tem causado entre os 28, com o Governo húngaro a ser perentório na recusa em acolher migrantes.

Em 11 de setembro, um dia antes de o Parlamento Europeu (PE) recomendar ao Conselho a instauração de um procedimento disciplinar à Hungria por violação grave dos valores europeus, Viktor Orbán alegou, no hemiciclo de Estrasburgo, que a Hungria iria ser "condenada" por ter decidido não ser um país de migrantes.

"Com toda a firmeza, tenho de recusar as ameaças, a chantagem e a difamação feita por quem apoia a migração contra o povo húngaro. Tenho de destacar que qualquer que seja a vossa decisão, a Hungria vai proteger as suas fronteiras, parar a imigração ilegal e proteger os seus direitos", garantiu então.

O primeiro-ministro húngaro revelou também esta quinta-feira que a maioria dos Estados-membros da UE rejeitam a proposta da Comissão Europeia de reforçar o corpo permanente e o mandato da Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira (FRONTEX).

Orbán frisou que a Hungria não precisa que a agência europeia a substitua na vigilância das suas fronteiras, até porque tal suporia um atentado à soberania nacional. "Hoje temos de defender essa postura e somos uma maioria a rejeitá-la [a proposta da Comissão]", asseverou.

Outros países, como a Eslováquia e a República Checa, criticaram a proposta de aumentar os recursos do FRONTEX, argumentando que aquilo que deveria ser feito era ajudar economicamente os países com fronteiras externas a fortalecer os seus próprios sistemas de controlo.

Na quarta-feira, o chanceler austríaco, Sebastian Kurz, avançou que também Espanha, Itália e Grécia revelaram dúvidas sobre o plano de reforçar o FRONTEX.