Alemanha

SPD, verdes e liberais querem que Olaf Scholz tome posse no início de dezembro

SPD, verdes e liberais querem que Olaf Scholz tome posse no início de dezembro

Os três partidos que estão a negociar a formação da coligação de governo na Alemanha indicaram esta quinta-feira que pretendem chegar a um acordo até finais de novembro, para que Olaf Scholz se torne chanceler no início de dezembro.

"Somos muito ambiciosos e queremos ter um acordo [de coligação] até ao final de novembro, o que permitiria eleger um chanceler para a República Federal da Alemanha na semana de 6 de dezembro", declarou o secretário-geral do FDP (liberais), Volker Wissing, numa conferência de imprensa.

O FDP, os Verdes e o Partido Social Democrata (SPD), com programas políticos muito diferentes, lideram as discussões desde o início de outubro na tentativa de formar uma coligação sem precedentes, uma vez que deixa de fora os conservadores de Angela Merkel, que obtiveram os piores resultados da sua história nas eleições legislativas de 26 de setembro.

Na sexta-feira passada, as três forças políticas lançaram as bases para uma futura aliança ao apresentarem um pré-acordo governamental de 12 páginas em que resumem os pontos de acordo e as reformas que pretendem realizar nos próximos quatro anos.

Entre os compromissos encontrados estão o não aumento de impostos, o cumprimento dos limites da dívida, a meta de saída do carvão para 2030 e o aumento do salário mínimo por hora para 12 euros.

No entanto, muitos assuntos precisam ainda de ser ultrapassados para definir o roteiro de um futuro governo, em particular sobre como financiar os fortes investimentos exigidos pelos Verdes e pelo SPD, enquanto os liberais defendem um respeito intransigente pelas restrições orçamentais.

Os ecologistas e o FDP também iniciaram um debate na imprensa, cada um reivindicando a pasta chave das Finanças.

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Há uma semana, o próprio Wissing, após uma reunião com os mandatários do SPD, Lars Klinbeil, e dos Verdes, Michael Kellner, divulgou a programação das futuras reuniões.

Os especialistas políticos dos três partidos serão divididos em 22 grupos de trabalho para aprofundar o programa de governo e reunir-se-ão quase diariamente para chegar a um resumo até 10 de novembro.

"Vamos exigir muito dos grupos de trabalho, um trabalho muito focado e concentrado, com muito empenho e presença, porque somos muito ambiciosos", explicou Wissing, cujo pequeno partido liberal, que ficou em quarto lugar nas eleições legislativas, pretende atuar como "criador de consensos".

Após a conclusão do resumo, os principais dirigentes das três partes vão então assumir as negociações para finalizar o documento com o objetivo de chegar a um acordo final no final de novembro.

Cada partido terá então de validar o acordo num congresso especial, no caso do SPD e do FDP, e numa votação 'online', no caso dos ecologistas.

Caberá então ao parlamento eleger oficialmente o social-democrata Olaf Scholz, atual ministro das Finanças, para suceder a Angela Merkel como chanceler.

A data do início de dezembro para a formação do primeiro governo pós-Merkel é "ambiciosa", reconheceram já os três partidos, que até agora só se tinham comprometido em concluir o processo até ao Natal.

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