Crime

"Stalker" encontra vítima através de reflexo nos olhos em fotografia

"Stalker" encontra vítima através de reflexo nos olhos em fotografia

Um japonês, acusado de ter perseguido e atacado uma jovem cantora, disse à polícia que conseguiu localizar a vítima através do reflexo nos olhos e de informação que cruzou nas redes sociais.

A polícia de Tóquio, no Japão, acusou um homem desempregado de ter atacado uma jovem por quem estava obcecado. Quando questionado sobre a estratégia usada para encontrar a morada da vítima, Hibiki Sato, de 26 anos, deu uma resposta que espantou as autoridades.

O suspeito conseguiu identificar a estação de onde a mulher saiu para casa, depois de fazer zoom numa fotografia que ela tinha nas redes sociais e onde conseguiu identificar o local. Depois, cruzou essa informação com o Google Maps para confirmar o sítio exato e o nome da estação. No dia do crime, esperou por ela e perseguia-a até casa. Conseguiu entrar na casa onde a jovem vive, tapando-lhe a cara com uma toalha, antes de a atacar. A jovem, Ena Matsuoka da banda Tenshitsukinukeniyomi, sofreu ferimentos que a obrigaram a ficar internada durante uma semana.

Sato, que foi detido na terça-feira, contou à polícia que também analisou pequenos detalhes, como a disposição das cortinas ou a forma como a luz entrava nas imagens do interior da casa. Informação que encontrou nos vídeos que a vítima gravou e colocou nas redes sociais, o que o ajudou a identificar não só o apartamento onde vivia, mas a localização exata do andar.

Tecnologia preocupa especialistas

O caso, além do choque provocado pela violência do ataque, tem motivado um debate sobre os riscos da tecnologia e sobre a forma como os utilizadores colocam dados pessoais nas redes sociais.

"Imagens com mais qualidade permitem identificar mais detalhes que ajudam à geolocalização. Quando mais imagens de referência existirem em serviços como o Google Street View, maior será a possibilidade de identificar um local", disse, à BBC, Eliot Higgins, criador do site "Bellingcat", especializado em técnicas de investigação online.

"Até o mais pequeno detalhe pode revelar informações sobre o local onde a fotografia foi tirada", advertiu.