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Subida das águas preocupa colegas de portugueses retidos em gruta de Espanha

Subida das águas preocupa colegas de portugueses retidos em gruta de Espanha

A previsão da subida do nível das águas na gruta onde estão retidos quatro portugueses preocupa o clube de Valongo, do qual fazem parte.

"Estamos um pouco preocupados com a previsão de subida do nível da água para amanhã, por isso o desejável é que o resgate seja feito ainda hoje", disse João Moutinho, vice-presidente do Clube de Montanhismo Alto Relevo, de Valongo, do qual fazem parte os quatro espeleologistas portugueses retidos na gruta de Cueto-Coventosa, em Espanha.

Os espeleólogos portugueses foram surpreendidos pela subida do nível da água quando faziam a travessia da gruta de Cueto-Coventosa. "Não é possível voltarem para trás, para o local por onde entraram, porque já retiraram as cordas e não é possível subirem por onde desceram", sem ajuda, explica João Moutinho, em declarações à RTP.

Com ajuda, essa pode até ser uma opção para resgatar os portugueses. "Não é tão desejável, por ser uma operação muito morosa, mas não será uma cenário a excluir", acrescentou Vítor Moutinho, sustentando que a saída da gruta pela Coventosa, seguindo o curso de água, é a melhor opção, uma vez que entre a entrada, pelo Cueto, e a saída há um desnível de cerca de 600 metros.

Se o nível da água não baixar, e como a saída pela Coventosa é a melhor opção, a equipa de resgate deverá instalar cordas e corrimões, esta segunda-feira, para que os montanhistas possam sair em segurança, apesar da força das águas, visível num vídeo publicado na página do Facebook do Esocan.

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A água é a única preocupação de João Moutinho. O vice-presidente do Clube de Montanhismo Alto Relevo garante que os espeleólogos retidos na gruta "são muito experientes e bem preparados fisicamente". E foram "prevenidos", como é norma nesta atividade, em que o planeamento é rigoroso.

"Levam alimentos para vários dias, fatos de neoprene [à prova de água], material para aquecimento e um bivaque para descansar", acrescentou.

Levam mantimentos para vários dias

Uma ideia reforçada pelo presidente da Federação Portuguesa de Espeleologia, Vítor Amendoeira. "São obrigados a levar mantimentos para vários dias e também roupa em bidões estanques, para terem uma muda seca para trocarem", explicou, em declarações à RTP.

Segundo Vítor Amendoeira, a temperatura no interior da gruta varia entre os 3 e os 7 graus centígrados. "Certamente que foram preparados para este tipo de ambiente", disse, sustentando que resta esperar que o nível das águas baixe, para poderem sair da gruta.

Segundo Vítor Amendoeira, a travessia foi planeada e executada tendo em conta as condições meteorológicas previstas para a Cantábria no fim de semana, que se alteraram entretanto, tendo surpreendido os espeleologistas portugueses no interior da gruta.

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