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Suécia perseguiu e esterilizou ciganos durante 100 anos

Suécia perseguiu e esterilizou ciganos durante 100 anos

Um livro branco apresentado, sábado, em Estocolmo, revelou que a Suécia perseguiu os ciganos ao longo do século XX, tratando-os como "incapacitados sociais".

A investigação do Governo sueco revelou que era política oficial, entre 1934 e 1974, a prescrição de esterilização das mulheres ciganas. Era, diz também o relatório, "prática sistemática" a retirada injustificada de crianças à suas famílias.

O Ministério da Integração afirma que uma em cada quatro famílias ouvidas conhecia pelo menos um caso de esterilização ou aborto forçado. Não foram compilados números oficiais, pelo que não se conhece a real dimensão do problema. Sabe-se que a política foi oficializada em 1900, mas começou ainda antes.

A divulgação é, diz o governo, "um acerto de contas com o passado" e está a ser visto como uma iniciativa inédita na Europa.

Não é vulgar que um governo seja o responsável pela denúncia de práticas que envergonhem a história do seu país. Normalmente, este tipo de denúncias sobre discriminação é feita por entidades independentes e por organizações não governamentais.

"A situação em que vivem os ciganos hoje relaciona-se com a discriminação histórica a que foram submetidos", pode ler-se no relatório, que detalha os abusos cometidos sobre a população cigana desde o ano 1900.

A prova de que a discriminação a que são sujeitas naquele país as pessoas desta etnia ainda extiste, aconteceu precisamente à porta do hotel onde o estudo foi apresentado. O porteiro do Sheraton não queria deixar entrar uma mulher cigana, que tinha sido convidada para testemunhar na apresentação.

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