Atentado

Supremo Tribunal venezuelano ordena detenção de ex-presidente do parlamento

Supremo Tribunal venezuelano ordena detenção de ex-presidente do parlamento

O Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela (STJ) emitiu esta quarta-feira um mandado de detenção contra o ex-presidente do parlamento Júlio Borges, pelo alegado envolvimento no atentado do passado sábado contra o presidente Nicolás Maduro, com sete feridos.

Num comunicado, o STJ explica que, "da análise das atas do processo contra o deputado Júlio Borges, se evidencia que existem elementos que atribuem a sua responsabilidade flagrante" em vários delitos.

Entre esses delitos estão "instigação pública continuada, traição à pátria e homicídio agravado na forma tentada contra o cidadão Nicolás Maduro Moros, Presidente da República Bolivariana da Venezuela".

Por tratar-se de flagrante delito, o caso será enviado "para os tribunais ordinários em matéria penal" e "ordena a imediata detenção" do líder do partido opositor Primeiro Justiça.

No sábado passado, duas explosões, que as autoridades dizem ter sido provocadas por dois drones (aviões não tripulados), obrigaram o Presidente da Venezuela a abandonar rapidamente uma cerimónia de celebração do 81.º aniversário da Guarda Nacional Bolivariana (polícia militar).

O ato, que decorria na Avenida Bolívar de Caracas (centro), estava a ser transmitido em simultâneo pelas rádios e televisões venezuelanas e no momento em que Nicolás Maduro anunciou que tinha chegado a hora da recuperação económica ouviu-se uma das explosões.

Sete militares ficaram feridos e, segundo as autoridades, foram detidas seis pessoas por suspeita de envolvimento no atentado.

Constituinte levanta imunidade a deputados opositores suspeitos

A Assembleia Nacional Constituinte (ANC) venezuelana, composta apenas por apoiantes do regime oficial e não reconhecida internacionalmente, levantou esta quarta-feira, por unanimidade, a imunidade dos deputados opositores acusados de atentarem contra o presidente Nicolás Maduro, no sábado passado.

Segundo a agência noticiosa Efe, depois de várias exposições de razões, centenas de elementos da ANC decidiram de forma unânime retirar a imunidade aos deputados opositores Juan Requesens e Júlio Borges, ambos membros do partido Primero Justicia e o segundo ex-presidente da Assembleia Nacional (AN, Parlamento), de maioria opositora.

Maduro disse na segunda-feira que estes dois deputados foram identificados como as pessoas detidas aquando do atentado e como autores materiais do ataque com drones.

A ANC não é reconhecida nem pela oposição venezuelana nem por grande parte da comunidade internacional.

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