Espanha

Suspeita de matar Gabriel investigada pela morte da filha em 1996

Suspeita de matar Gabriel investigada pela morte da filha em 1996

A mulher que foi detida, no domingo, por transportar na bagageira do carro o corpo de Gabriel Cruz, o menino de oito anos que estava desaparecido desde 27 de fevereiro, na província espanhola de Almeria, está agora a ser investigada pela morte da própria filha, ocorrida em 1996.

O corpo de Gabriel Cruz foi encontrado 12 dias depois de ter sido visto pela última vez, a sair da casa da avó paterna, em Las Hortichuelas, em direção à casa dos primos, a cerca de cem metros de distância, onde nunca chegou.

O resultado da autópsia ao corpo, realizado esta segunda-feira, revela que o rapaz morreu de asfixia por estrangulamento, no mesmo dia em que desapareceu, adianta o "El País".

A principal suspeita do homicídio é a dominicana Ana Julia, noiva do pai da criança, Angel Cruz, que surgia chorosa e visivelmente abalada ao lado do companheiro, em todas as manifestações e vigílias organizadas após o desaparecimento da criança. Sabe-se agora que conduzia o veículo em que o corpo de Gabriel foi encontrado. Quando foi detida, a mulher, de 43 anos, residente no município de Burgos há cerca de 20, estaria a transportar o corpo de do futuro enteado para outro local.

As suspeitas de que Ana Julia pudesse estar envolvida no desaparecimento da criança começaram a ganhar força na sequência das contradições que a mulher cometeu ao testemunhar sobre o caso, adianta o "El Español". Também o facto de ter encontrado, juntamente com o pai da vítima, uma camisola de interior branca, pertencente a Gabriel, num local que já tinha sido passado a pente fino pela polícia ajudou a construir a teoria de que o menino de oito anos tinha sido assassinado pela namorada do pai.

Depois de detida, o passado da mulher começou a ser investigado pelas autoridades. A imprensa espanhola, que acompanhou o caso de Gabriel a partir do dia em que o alerta para o desaparecimento foi tornado público, noticiou, esta sgeunda-feira, que uma filha de Ana Julia morreu, em 10 de março de 1996. Ridelca Josefina, nascida a 22 de agosto de 1991, tinha quatro anos quando caiu de uma varanda de casa, em Burgos. Não resistiu aos ferimentos.

Na altura, Ana Julia, recém-chegada a Espanha da República Dominicana, tinha 21 anos e vivia em Burgos com o marido, uma filha de dois anos e a menor falecida, que tinha sido adotada pelo parceiro de Julia anos antes, segundo fontes de investigação citadas pelo "El País".

O caso, que na altura foi tratado como morte acidental pela Polícia Nacional e que estava arquivado há anos, está novamente sob investigação da polícia.

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