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Suspeito do rapto de Maëlys indiciado por outro desaparecimento

Suspeito do rapto de Maëlys indiciado por outro desaparecimento

Nordalh Lelandais, indiciado pelo rapto e homicídio de Maëlys, desaparecida de uma festa de casamento em Pont-de-Beauvoisin, França, a 27 de agosto, tornou-se agora o principal suspeito de um outro desaparecimento. Trata-se de um militar francês, Arthur Noyer, procurado desde 12 de abril.

O militar foi visto pela última vez quando saía de uma festa com amigos, na zona de Chambéry, que fica a poucos quilómetros da residência do suspeito. Esta manhã, militares da Gendarmerie de Chambéry fizeram buscas em Nordalh Lelandais e também foram feitas diligências na zona de residência do indivíduo, onde estão uma dezena de investigadores nesta altura.

As autoridades que investigavam o desaparecimento do militar acreditam que o suspeito do rapto da criança possa ter dado boleia à vítima. Os dois homens conheciam-se e frequentavam os mesmos bares da baixa de Chambéry.

Nordalh Lelandais, que foi esta segunda-feira constituído arguido pelo rapto de Arthur Noyer, já está indiciado pelo crime de homicídio de Maëlys. As autoridades acreditam que o homem, de 34 anos, fez desaparecer o corpo da criança e admitem que será difícil encontrá-lo.

Desde a noite de 26 para 27 de agosto, data em que Maëlys foi vista pela última vez no casamento, em Pont-de-Beauvoisin, que o suspeito afasta categoricamente qualquer envolvimento no desaparecimento.
O suspeito ausentou-se três vezes da festa de casamento, supostamente para ir buscar droga para convidados. Duas saídas aconteceram antes das 2.45 horas, momento em que a menor desapareceu.

Apenas dois minutos depois, uma câmara do sistema de videovigilância da via pública da aldeia captou o carro do suspeito, com um vulto branco de criança com cabelo castanho no banco do passageiro. Tudo indica tratar-se de Maëlys. Quando Nordhal voltou a passar por aquele local, para regressar ao casamento, já nada estava no banco.

Outro forte indício que leva as autoridades a acreditar na culpabilidade do antigo militar é o facto de ter limpo, na manhã seguinte ao desaparecimento, a mala do carro com um poderoso produto químico, habitualmente usado para tirar manchas incrustadas nas jantes dos automóveis. Assegurou à Polícia ter lavado o veículo com a intenção de vendê-lo.

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