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Suspeitos de matar operador de câmara acusados de homicídio voluntário

Suspeitos de matar operador de câmara acusados de homicídio voluntário

O Ministério Público do Rio de Janeiro acusou, esta terça-feira, de homicídio voluntário os dois suspeitos de terem matado um operador de câmara com um engenho pirotécnico durante uma manifestação.

"Caio Silva de Souza e Fábio Raposo foram acusados de homicídio voluntário", disse um porta-voz do Ministério Público à agência France Press.

O Ministério Público pediu ainda que os dois homens, ambos na casa dos 20 anos, sejam mantidos em prisão preventiva.

Caso sejam considerados culpados, os dois homens detidos na semana passada arriscam uma condenação que pode chegar aos 30 anos de prisão.

O operador de câmara Santiago Andrade, de 49 anos, foi atingido por um engenho pirotécnico quando fazia a cobertura de uma manifestação contra o aumento das tarifas de autocarros no dia 6 de fevereiro, no centro do Rio de Janeiro.

Deu entrada no hospital, ainda foi submetido a uma cirurgia, mas acabou por morrer quatro dias depois.

Segundo a acusação, os dois suspeitos do homicídio agiram lado a lado: "Fabio entregou o engenho explosivo a Caio e depois moveu-se para ver o resultado do seu ato criminal. Caio acendeu a chama e saiu a correr", refere o Ministério Público.

Considera ainda a acusação que os dois homens continuaram no protesto sem olhar para as consequências do engenho que tinham lançado, não verificando se tinham ferido alguém.

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, afirmou na semana passada que os protestos violentos que têm ocorrido na cidade tiveram o envolvimento de partidos e organizações políticas que "desprezam" as instituições democráticas.

"Há partidos e organizações embutidos nessas ações. Esses dois jovens fazem parte de uma conceção de desprezo do institucional, do legal, do democrático [...] Estão inseridos num contexto maior, são ações que se complementam", afirmou o governador do Rio de Janeiro, citado pelo diário local "Estado de São Paulo".

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