China protesta

Taiwan dá as boas-vindas a visita de alta diplomata dos EUA

Taiwan dá as boas-vindas a visita de alta diplomata dos EUA

Taiwan deu esta sexta-feira as boas-vindas à próxima visita de um alto diplomata norte-americano, na última semana da presidência de Donald Trump, e que levou a fortes protestos por parte de Pequim.

A embaixadora dos EUA nas Nações Unidas, Kelly Craft, vai visitar Taipé entre 13 e 15 de janeiro, nas vésperas de o presidente eleito Joe Biden tomar posse.

A Missão dos Estados Unidos nas Nações Unidas afirmou esta sexta-feira que a visita "reforça o forte e contínuo apoio do Governo dos Estados Unidos ao espaço internacional de Taiwan".

Um porta-voz do gabinete presidencial de Taiwan apontou que o território, que funciona como uma entidade política soberana, apesar da oposição de Pequim, "saúda sinceramente" a visita, e que as discussões finais sobre a viagem ainda estão em andamento.

Esta visita é um "símbolo da sólida amizade entre Taiwan e os EUA e ajudará a aprofundar a parceria EUA - Taiwan", disse o porta-voz.

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, anunciou na quinta-feira que a viagem de Craft visa demonstrar o que "uma China livre poderia alcançar".

Trata-se de mais um movimento da administração Trump visando intensificar os contactos oficiais com a ilha, mas que arrisca exacerbar as tensões entre Washington e Pequim, já no ponto mais alto em décadas, face a uma prolongada guerra comercial e tecnológica e diferendos em torno das questões de Hong Kong ou do mar do Sul da China.

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Craft foi nomeada pelo presidente Donald Trump para o cargo em 2019.

Sob a administração Trump, altos funcionários do Executivo norte-americano passaram a visitar Taiwan.

Em agosto, o secretário de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, Alex Azar, visitou a ilha e o subsecretário de Estado dos EUA, Keith Krach, visitou também Taipé, no mês seguinte.

Em ambas as visitas, a China enviou caças para junto do espaço aéreo da ilha, numa demonstração de força.

Pequim continua a rejeitar Taiwan como uma entidade política soberana e ameaça usar a força para reunificar o território, se necessário.

China e Taiwan vivem como dois territórios autónomos desde 1949, altura em que o antigo governo nacionalista chinês se refugiou na ilha, após a derrota na guerra civil frente aos comunistas.

Taiwan, que se auto designa República da China, tornou-se, entretanto, uma democracia com uma forte sociedade civil, mas Pequim considera a ilha parte do seu território e ameaça a reunificação pela força.

Pequim critica qualquer relação oficial entre países estrangeiros e Taipé, trocas que considera um apoio ao separatismo de Taiwan.

Os EUA não têm relações diplomáticas formais com Taiwan, mas têm sido uma importante fonte de apoio político não oficial e também um fornecedor de armamento de defesa.

"Queremos lembrar aos Estados Unidos que quem brinca com o fogo queima-se", alertou um porta-voz da missão da China nas Nações Unidas. "Os Estados Unidos pagarão um alto preço por esta ação errada", assegurou.

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