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TAP faz voo extra para cidadãos retidos no Mali

TAP faz voo extra para cidadãos retidos no Mali

A companhia aérea portuguesa vai disponibilizar um voo extra para cidadãos retidos no Mali, depois do golpe de estado militar da passada quinta-feira. Entre os passageiros, estão 15 portugueses.

A TAP vai fazer, esta terça-feira, um voo extra para trazer cidadãos retidos no Mali, na sequência do golpe militar da semana passada. Uma fonte oficial da companhia aérea disse à agência Lusa que o voo parte de Lisboa às 20 horas e tem chegada prevista para as 23.15 horas. O regresso ao aeroporto da Portela está previsto para as 5.05 horas de quarta-feira.

Para já, a TAP tem 107 passageiros registados para o voo, entre os quais 15 portugueses. Miguel Guedes, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, adiantou na quinta-feira à Agência Lusa que foram identificados cerca de 20 portugueses em Bamako e que "estão bem".

Segundo a fonte oficial da TAP, serão transportados, no voo extra, 14 portugueses de um grupo que fazia atividade de todo-o-terreno, acompanhados por um fotojornalista. A companhia aérea admite, no entanto, que o número de passageiros possa aumentar, uma vez que o avião tem capacidade para 150 pessoas.

"A operação extra de hoje tem como objetivo trazer as pessoas que estão lá [no Mali] retidas dos voos anteriores", afirmou a fonte oficial da TAP. A mesma fonte recordou ainda que a companhia aérea retoma na quinta-feira a sua operação normal para o Mali.

Esta segunda-feira, o Mali reabriu parcialmente as suas fronteiras aéreas e terrestres, encerradas após o golpe de Estado militar de quinta-feira da semana passada, dia 22 de março. O golpe de Estado derrubou o governo do presidente Amadou Toumani Touré semanas antes das eleições presidenciais, previstas para 29 de abril.

Na origem do golpe de Estado, que matou pelo menos 50 membros da guarda presidencial, estará o descontentamento dos militares com a falta de meios para combater os rebeldes tuaregues no Norte do país.

A situação no Mali é, segundo o responsável do Comando norte-americano para África (AFRICOM), "bastante perigosa". Para o general Carter F. Ham, houve "um recuo" na democracia daquele país da África ocidental. "O meu país e outros já tornaram claro que os militares que tomaram o controlo devem entregar o Governo às pessoas que foram legitimamente eleitas", disse hoje em Luanda o responsável da AFRICOM, no final de um encontro que manteve com o ministro da Defesa de Angola, Cândido Van-Dúnem.

O oficial norte-americano manifestou ainda o desejo de ver resolvida a situação, no encontro que os líderes da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) realizaram esta terça-feira em Abidjan, Costa do Marfim.

No encontro, marcado de urgência para discutir a crise política que afeta o Mali, participam representantes dos 15 estados-membros. A reunião foi presidida pelo Presidente da Costa do Marfim, Alassane Ouattara.

O presidente da Comissão Executiva da União Africana (UA), Jean Ping, anunciou na sexta-feira passada uma missão conjunta ao Mali para tentar restabelecer a ordem constitucional.

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