Pandemia

"Tendência decrescente" de casos leva Espanha a travar confinamento

"Tendência decrescente" de casos leva Espanha a travar confinamento

Em Espanha, diz o Governo, é unânime a ideia de que não é preciso decretar um confinamento generalizado. Na Galiza, por exemplo, há uma série de medidas pensadas para evitar o cenário o mais possível.

O ministro da Saúde espanhol afastou, para já, a possibilidade de impor um novo confinamento geral no país. "Todos concordaram que, neste momento, não há necessidade", assumiu Salvador Illa, esta quinta-feira, no fim do Conselho Interterritorial do Sistema Nacional de Saúde (órgão de coordenação entre os serviços de saúde das comunidades autónomas e o Governo central), que serviu para decidir medidas a aplicar em todo o território. "confirma-se uma estabilização da situação epidemiológica", até com "tendência decrescente", argumentou o governante, algumas horas depois de Espanha ter anunciado que passaria a exigir, a partir de 23 de novembro, um teste negativo a todos os viajantes que entrem em território espanhol vindos de países considerados de risco (incluindo Portugal).

Cercas sanitárias, restrições à mobilidade e limitação de número

Ainda assim, ressalvou Illa, a incidência da doença em Espanha é de 514 infetados por 100 mil habitantes, pelo que a situação continua a ser "preocupante" - o que leva "três ou quatro" regiões a insistirem na necessidade de haver um plano C (de confinamento). Além de que os números de óbitos, internamentos e camas ocupadas em unidades de cuidados intensivos continuam elevados. "Devemos continuar a manter a nossa guarda alta e, por um longo período de tempo, teremos de continuar a manter medidas rígidas", acrescentou Illa. Medidas que variam consoante a região do território espanhol: três em cada quatro comunidades autónomas decretaram cercas sanitárias para evitarem a propagação da doença para outras regiões; dois terços estabeleceram a criação de cercas no interior das próprias comunidades; todas com exceção das Ilhas Canárias contam com restrições à mobilidade noturna; e no país inteiro há uma limitação do número de pessoas que se podem reunir. Além disso, um terço das regiões decretou o encerramento total da hotelaria e dois terços colocaram algum tipo de limitação ao setor.

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Evitar confinamento generalizado é objetivo

Impedir a pressão do sistema de saúde, proteger os grupos mais vulneráveis e evitar um novo confinamento generalizado são os três grandes objetivos do governo galego, durante esta nova onda da pandemia. O presidente Alberto Núñez Feijoo anunciou, na quarta-feira, um reforço do sistema de rastreio da covid-19 - com mais pessoal, maior monitorização de contactos e um sistema de "autodeclaração" de contacto positivo através da Internet - de forma a detetar precocemente a doença.

O chefe do Executivo galego anunciou ainda novas propostas legislativas para melhorar a resposta no combate à pandemia e apoiar a retoma económica. Ainda assim, não descartou de forma taxativa, que a população galega volte a ter de se isolar em casa. "Nada me traria maior gosto do que dizer que não haverá um novo confinamento, mas não posso fazê-lo", assinalou, assegurando que tudo fará para evitar o cenário.

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