Aviação

Terceiro incidente grave em meio ano no Egito

Terceiro incidente grave em meio ano no Egito

Em cerca de meio ano, este é o terceiro incidente grave com aviões egípcios, depois de terem ocorrido um sequestro e um ataque terrorista nos últimos meses.

Antes do acidente da madrugada desta quinta-feira, em março, um indivíduo sequestrou sozinho um voo doméstico que ligava Alexandria ao Cairo, obrigando-o a desviar a rota e aterrar em Chipre. A bordo seguiam 55 passageiros e sete tripulantes.

O sequestrador foi identificado como Seif Eldin Mustafa, um cidadão egípcio, não terá cometido um ato de terrorismo, como acontece a maioria das vezes neste caso, mas sim uma ação desesperada por motivos passionais.

Munido de um cinto de explosivos, que depois se provou ser falso, Seif Mustafa obrigou o avião a aterrar no aeroporto de Larnaca, onde exigiu às autoridades falar com a sua ex-mulher, que vive naquela ilha. Outra exigência, terá sido a libertação de quatro mulheres presas no Egito.

O incidente terminou sem feridos e ficou até famosa a "selfie" que um dos passageiros tirou com o sequestrador durante as horas em que decorreram as negociações.

Este sequestro ocorreu cinco meses após o ataque a um avião de passageiros russo que matou 224 pessoas e que foi reivindicadas pelo Estado islâmico no norte da Península do Sinai. Não houve sobreviventes.

O grupo jiadista Península do Sinai, braço armado do Estado Islâmico no Egito, reivindicou o abate do avião. No entanto, a hipótese de o aparelho ter sido derrubado pelos jiadistas do Estado Islâmico ou de um grupo filiado foi anteriormente admitida, designadamente pelo governo britânico.

As informações da inteligência ocidental e confirmação dos serviços secretos russos levou à suspensão de voos para o Aeroporto Internacional de Sharm el Sheikh, cidade costeira egípcia.