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Terrorista do Sri Lanka estudou no Reino Unido e na Austrália

Terrorista do Sri Lanka estudou no Reino Unido e na Austrália

Um dos homens por detrás do ataque de domingo no Sri Lanka estudou no Reino Unido e participou numa formação na Austrália, antes de regressar ao país.

"Acreditamos que um dos bombistas estudou no Reino Unido antes de ter feito uma formação na Austrália. Depois regressou ao Sri Lanka", disse, em conferência de imprensa, Ruwan Wijewardene, ministro da Defesa daquele país.

O governante confirmou, ainda, que vários dos envolvidos no atentando sangrento do passado domingo de Páscoa possuíam ligações internacionais, tendo vivido ou estudando noutros países.

"Este grupo de terroristas, muitos deles com níveis de educação superiores e oriundos de classes médias ou altas, são financeiramente independentes e as suas famílias têm uma vida estável", adiantou. "Acredito mesmo que alguns deles estudaram em alguns países europeus", sublinhou o responsável.

Segundo escreve o jornal "The Guardian", esta quinta-feira de madrugada foram detidos mais oito suspeitos, elevando para 58 o número de detenções feitas pelas autoridades desde o ataque que no domingo vitimou 359 pessoas, deixando outras 500 com ferimentos. "Podemos confirmar que nos próximos dias as nossas agências de segurança vão ter a situação deste país perfeitamente controlada", garantiu Ruwan Wijewardene.

Ligações ao autoproclamado Estado Islâmico

O autoproclamado Estado Islâmico (EI), que recentemente perdeu os territórios que dominava tanto na Síria como no Iraque, reivindicou, na terça-feira, a autoria do atentado, mostrando, numa fotografia, os elementos envolvidos no ataque.

"As investigações preliminares revelaram que o que se passou no Sri Lanka foram (atos) cometidos em represália aos ataques aos muçulmanos de Christchurch", garantiu o responsável pela pasta da Defesa.

Sem confirmação oficial, as autoridades acreditam que o grupo National Thowfeek Jamaath, um ramo do EI, terá orquestrado a matança de domingo.

Este grupo é composto por extremistas islâmicos do Sri Lanka, mas, desde que o nome captou a atenção das autoridades pela primeira vez, que se acredita que os elementos possuem ligações com outras organizações terroristas estrangeiras.