Líbia

Testemunhos indicam "fortes explosões" a leste de Tripoli

Testemunhos indicam "fortes explosões" a leste de Tripoli

Fortes explosões foram ouvidas a leste da capital líbia, Tripoli, onde deflagrações de fogo são avistadas no horizonte, relataram testemunhas à agência AFP, sem, no entanto, conseguirem precisar qual a sua origem.

"Ouvimos fortes explosões e vimos bolas de fogo no céu. Não sabemos onde exactamente são os locais das explosões", disse um habitante dos subúrbios da cidade.

Uma outra testemunha indicou que as explosões tinham como alvo um batalhão do exército localizado a 20 quilómetros de Tripoli.

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Uma televisão local, TV Libye, avançou o registo de bombardeamentos das reservas de combustível, que fornece Misrata.

Os Estados Unidos atacaram, sábado, baterias antiaéreas da Líbia com mísseis de cruzeiro Tomahawk a fim de facilitar a aplicação da zona de exclusão aérea pelas forças da coligação, confirmou uma fonte militar dos EUA.

A mesma fonte referiu que o assalto tem várias etapas e visa instalações de defesa aérea ao redor de Tripoli, a capital, e uma zona costeira sul de Benghazi.

Esta cidade é o reduto dos rebeldes sob ataque das forças do líder líbio, Muammar Khadafi.

Os mísseis foram lançados a partir de porta-aviões norte-americanos a partir do Mediterrâneo.

A confirmação oficial da intervenção dos Estados Unidos surge ao mesmo tempo que também o primeiro-ministro britânico, David Cameron, anunciou o envolvimento de meios britânicos nos ataques.

Representantes da União Europeia, Liga Árabe, União Africana, ONU e Estados Unidos decidiram hoje em Paris lançar uma operação militar para impor a aplicação da resolução 1973, que prevê a imposição de uma zona de exclusão aérea para proteger as populações civis líbias.

Os aviões franceses iniciaram a operação militar na Líbia e fizeram o primeiro disparo às 16:45 TMG (mesma hora em Lisboa) contra um veículo militar líbio.

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