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Tigres continuam em ameaça de extinção, mas população é maior do que se pensava

Tigres continuam em ameaça de extinção, mas população é maior do que se pensava

A população de tigres no mundo é cerca de 40% maior do que se pensava anteriormente e, apesar de a espécie continuar ameaçada, o número de animais tem estabilizado, ou possivelmente aumentado.

Segundo a mais recente avaliação divulgada hoje pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN na sigla em inglês), estima-se que atualmente haja 5578 tigres selvagens no mundo, um número superior em cerca de 40% comparativamente aos 3726 apontados em 2015.

Na atualização da "Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas", a IUCN explica que a diferença se deve sobretudo à melhoria das técnicas de rastreamento utilizadas, o que mostra que há mais tigres selvagens do que se pensava e que esta população "parece estar estável ou em crescimento".

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Ainda assim, a espécie continua ameaçada e os principais riscos são a caça furtiva de tigres e das suas presas e a destruição do seu 'habitat' devido "às crescentes pressões agrícolas", aponta a União Internacional, que sublinha a necessidade de expandir as áreas protegidas e a sua gestão eficaz, trabalhando também com as comunidades locais próximas dos 'habitats'.

Por outro lado, a borboleta-monarca migratória entrou para a Lista da IUCN, em consequência das alterações climáticas, com a sua população na América do Norte a diminuir entre 22% e 72% na última década.

A população ocidental diminuiu cerca de 99,9% desde a década de 1980, enquanto a população oriental, a maior, diminuiu 84% entre 1996 e 2014.

A situação dos esturjões também piorou e todas as 26 espécies de esturjão restantes no mundo estão agora ameaçadas, registando-se um declínio mais acentuado do que se pensava anteriormente, sobretudo devido à pesca ilegal e a obstáculos à migração.

O esturjão-de-lago passou da categoria de "criticamente em perigo" para "extinto na natureza". A reavaliação do IUCN também confirmou a extinção do peixe-remo chinês.

A versão mais recente da Lista Vermelha, que classifica as espécies de acordo com oito categorias de ameaça, desde "pouco preocupante" a "extinta", avaliou 147 517 espécies, 41 459 das quais estão ameaçadas.

Estão registadas 9065 espécies criticamente em perigo de extinção, 16 094 em perigo e 16 300 são consideradas vulneráveis.

Criada em 1964, a Lista Vermelha inclui 902 espécies já extintas e 82 extintas na natureza, o que significa que sobrevivem apenas em cultivo ou cativeiro.

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