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Tirar "selfies" a votar dá prisão no Reino Unido

Tirar "selfies" a votar dá prisão no Reino Unido

A Comissão Eleitoral britânica advertiu os eleitores de que não devem partilhar fotografias de si próprios ("selfies") a votar nas eleições gerais desta quinta-feira, caso contrário incorrem numa pena de prisão por violação da confidencialidade do voto.

Nas instruções distribuídas aos membros das assembleias de voto, a Comissão Eleitoral afirma que, embora não seja ilegal tirar uma "selfie", partilhar uma imagem que mostre o voto de alguém viola a confidencialidade do voto.

Nesse sentido, a Comissão aconselha os responsáveis de cada secção de voto a não permitirem que sejam tiradas fotografias, a colocarem avisos sobre esta diretiva ou mesmo a proibir o uso de telemóveis no local de voto.

A lei estipula que a quebra das regras de sigilo do voto é punível com uma multa de 5 mil libras (6.700 euros) ou seis meses de prisão.

Em alguns locais, as instruções estão a ser cumpridas à risca.

Em Preston, no noroeste de Inglaterra, a câmara municipal divulgou na sua conta oficial no Twitter uma fotografia em que se vê um cartaz à entrada de uma assembleia de voto onde se lê "Tire aqui a sua "selfie" (proibidas fotografias no interior)".

Há também eleitores que parecem dispostos a arriscar, partilhando no Twitter "selfies" tiradas dentro das assembleias de voto, com a "hashtag" #Ivoted ou, no caso de vários estudantes da Universidade de Sheffield (norte de Inglaterra), #sheffieldstudentsvote.

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As partilhas são também feitas no Facebook, que criou especialmente para as eleições no Reino Unido um botão "I'm a voter", utilizado por mais de 1,4 milhões de membros da rede até às 12 hora.

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